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Governo promete acordo com rede privada para resolver falta de remédios em UTIs
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira, 20, ações para adquirir e fornecer medicamentos que estão em falta para a entubação de pessoas com quadros graves da covid-19. Uma das iniciativas foi um acordo para empréstimo de medicamentos com a rede privada. A pasta também informou que estão em curso procedimentos para a compra internacional desses medicamentos. Sem esses remédios, a ventilação mecânica não pode ser feita de forma adequada e o paciente corre maior risco de morrer.
No final do mês de junho, o Ministério já havia informado iniciativas para aquisição dos medicamentos, mas o problema não foi resolvido.
Durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, o ministério anunciou o acordo tripartite que foi alavancada pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro com a Unimed/RJ e a Rede DOr. Os medicamentos obtidos, que são usados para intubação de pacientes com quadro grave da covid-19, foram dexmedetomidina (1.000 unidades), propofol (48.867 unidades) e priaxim (5.000 unidades).
Além do acordo, a pasta informou que na Operação Uruguai foram adquiridos 54.867 unidades de medicamentos usadas no auxílio da intubação de pacientes em UTI. Os medicamentos, segundo a pasta, foram distribuídos para os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O ministério também realizou uma requisição administrativa via Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), informou Hélio Angotti, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. A ação aconteceu entre 26 de junho e 19 de agosto, mas não foi indicada uma previsão de quando esse processo de aquisição deve ser concluído. Outra via de aposta do Ministério da Saúde é a abertura de processo de pregão via Sistema de Registro de Preços.
De acordo com o ministério, o levantamento da necessidade dos medicamentos é feito junto ao Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) para ver a demanda e necessidade de cada localidade.
Governo foi alertado desde maio sobre falta de medicamentos para UTI
O Ministério da Saúde recebe alertas desde maio sobre a falta de medicamentos essenciais para tratamento da covid-19 na UTI, como sedativos e analgésicos usados na intubação de pacientes graves. A pasta só aceitou participar da compra desses fármacos, com Estados e municípios, mais de um mês depois dos alertas, mas o cenário ainda é de desabastecimento.
Em junho, Estados brasileiros relataram a falta de sedativos e relaxantes musculares usados na entubação de pacientes graves com covid-19. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), havia divulgado que todas as secretarias estaduais relataram à entidade ter um ou mais medicamentos dessa classe em falta ou com estoque crítico.
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