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Ministério da Saúde cria sistema de vigilância contra fungos
Um sistema de vigilância contra fungos está sendo criado pelo Ministério da Saúde. Quem afirma é o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, que garante que a questão tem sido discutida nacionalmente há cerca de três anos.
A inexistência de uma estrutura adequada de prevenção e controle ganhou destaque nos últimos dias em função da Candida auris, um fungo mortal que vem se espalhando pelo mundo. O modelo que está em elaboração no Brasil, no entanto, não deve ser específico para essa infecção, contemplando fungos de maneira ampla no País.
“É fato que não temos um sistema de vigilância como temos para a dengue, mas o monitoramento é feito a partir da internação e dos casos graves”, explicou o secretário. De acordo com ele, existe um Plano Nacional para a Prevenção e o Controle da Resistência aos antimicrobianos e o sistema de vigilância será alinhado com essa iniciativa. O modelo, ainda segundo Oliveira, possivelmente será sentinela, ou seja, não vai contemplar todas as unidades de Saúde. Atualmente, o ministério discute a questão com a sociedade científica.
O secretário afirma que o sistema de vigilância não pode ser especificamente para Candida auris, porque não é somente este fungo que representa um risco para o País, mas a resistência aos antimicrobianos de maneira geral. “Estamos trabalhando isso como um conjunto, não somente para uma doença ou um agente específico, porque fica muito complexo fazer a vigilância de um agente só”, explicou. Conforme ele, isso não corre somente com fungos. Cita o exemplo da gonorreia, uma preocupação mundial, porque está se tornando intratável. “Vamos fazer um sistema só para a gonorreia? Não, se faz para todas as infecções sexualmente transmissíveis”, argumentou.
Segundo Oliveira, a Candida auris vem sendo discutida nos últimos dias, mas isso não quer dizer que sua infecção seja mais alarmante que as outras. O fungo que ligou a atenção da Saúde mundial é considerado mortal e afeta pessoas com imunidade frágil e pacientes internados em hospitais.
Autor: Henrique Massaro, especial para O Estado
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