Finanças

Brasileiros que moram nas capitais de Portugal e do Paraguai já podem emitir a nova carteira de identidade

Serviço é feito pelos consulados e exige agendamento para coleta biométrica

Agência O Globo - 13/08/2026
Brasileiros que moram nas capitais de Portugal e do Paraguai já podem emitir a nova carteira de identidade
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Brasileiros que vivem em Lisboa, em Portugal, e em Assunção, no Paraguai, já podem emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) sem precisar voltar ao país. O documento substitui o antigo RG, usa o CPF como número único de identificação e dá acesso simplificado aos serviços públicos reunidos na plataforma Gov.br.

Nesses dois consulados, a nova identidade é emitida exclusivamente em cartão de policarbonato, um plástico rígido no mesmo formato da CNH ou de um cartão bancário.

Com a carteira em mãos, o brasileiro no exterior consegue elevar sua conta Gov.br ao nível ouro. Isso amplia a segurança do cadastro e libera o acesso a todos os serviços digitais do governo federal, como Assinatura Gov.br, o Meu SUS Digital e o Meu INSS.

Segundo o governo federal, mais de 61 milhões de novas carteiras de identidade já foram emitidas no país e no exterior.

Como pedir a identidade

O pedido segue o mesmo caminho nos dois países. É preciso acessar o site do consulado, selecionar o país e o consulado correspondente, preencher o formulário e apresentar a certidão de nascimento — no caso de solteiros — ou de casamento.

A documentação passa por análise e, só depois de aprovada, o requerente recebe o agendamento para a coleta biométrica, etapa presencial em que são registradas as digitais e a foto.

Inclusão de outros dados

Quem quiser reunir mais informações no documento precisa se planejar antes da coleta biométrica. A versão digital da CIN pode incluir os números de outros documentos, como o título de eleitor e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas isso só é possível se as versões originais forem apresentadas no momento do atendimento presencial.

O requerente também pode incluir dados de saúde, como tipo sanguíneo e fator RH, observações de saúde e identificação de deficiência.