Finanças

Inflação desacelera para 0,07% em julho

Em 12 meses, índice recua a 4,44%, abaixo do limite de 4,5%, pela primeira vez desde abril. Queda dos alimentos ajuda a conter indicador, enquanto energia elétrica e passagens aéreas pressionam.

Agência O Globo - 11/08/2026
Inflação desacelera para 0,07% em julho
Inflação - Foto: Reprodução

Com a queda dos preços dos alimentos , que têm peso relevante na cesta das famílias, a inflação oficial desacelerou em julho. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,07% no mês, após alta de 0,16% em junho.

O freio levou o índice em 12 meses a recuar para 4,44% , abaixo do teto da meta prevista pelo Banco Central (BC), de 4,5% , pela primeira vez desde abril. O resultado, porém, ainda está acima do centro da meta, de 3% .

O resultado ficou próximo do esperado pelos analistas, que projetaram alta de 0,03% , segundo a mediana das projeções coletadas pelo Valor Data. A alta de 0,07% é a menor para um mês de julho desde 2022 , quando o IPCA registrou deflação de 0,68% . Também foi menor a variação mensal desde agosto de 2025 , quando o índice caiu 0,11% .

O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, destacou o peso dos alimentos e da energia elétrica no resultado de julho.

— Se a gente tirar a alimentação da conta, o índice subiria 0,27% . Sem energia elétrica, que foi o que subiu mais, tivemos uma deflação de -0,07% .

Alimentos têm maior queda mensal em dois anos

Um dos grupos que ajudaram a conter a inflação em julho foi o de alimentos. Alimentação e bebidas caíram 0,67% na passagem de junho para julho, a maior queda mensal desde julho de 2024 , quando recuou 1% .

O resultado foi puxado principalmente pela alimentação no domicílio , que caiu 1,14% no mês, também o maior retorno desde julho de 2024. Entre os alimentos que mais se desenvolvem para a queda estão o tomate , que ficou 29,09% mais barato, a batata-inglesa ( -19,59% ), a cenoura ( -14,41% ) e o café moído ( -2,45% ).

Na outra ponta, o leite longa vida subiu 2,47% e as frutas , 1,20% . Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho. O lanche passou de uma alta de 0,13% para 0,76% , enquanto a refeição subiu de 0,15% para 0,42% .

Energia elétrica pressionada inflação

Habitação teve a maior alta entre os grupos ( alta de 0,99% ), puxada principalmente pela energia elétrica residencial. A tarifa subiu 3,09% em julho, após alta de 1,53% em junho, e foi o principal impacto individual sobre o índice no mês.

O resultado refletiu reajustes aplicados por entregas de São Paulo , Porto Alegre e Curitiba . Também acontece em vigor em julho a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1.885 a cada 100 kWh consumidos.

Os demais grupos tiveram variações entre a queda de 0,66% , no Vestuário , e a alta de 0,40% , em Saúde e cuidados pessoais .

Veja a variação da inflação em julho por grupo de produtos e serviços:

Alimentação e bebidas: -0,67%

Habitação: 0,99%

botões de: 0,07%

Vestuário: -0,66%

Transportes: 0,05%

Saúde e cuidados pessoais: 0,40%

Despesas pessoais: 0,22%

Educação: -0,03%

Comunicação: 0,04%