Finanças
Vale-refeição durou em média nove dias por mês no primeiro semestre do ano, aponta estudo
Segundo levantamento da Pluxee, houve uma redução de 4,4% na comparação com o número de dias que o benefício durava no mesmo período do ano passado
O vale-refeição passou a durar, em média, nove dias úteis por mês no primeiro semestre deste ano, uma queda de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da empresa de benefícios Pluxee. Isso representa uma redução de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
O estudo mostra ainda que, apesar de a média nacional de duração do benefício ser de nove dias úteis, há estados em que o benefício dura menos tempo. É o caso de Roraima, na Região Norte, onde o saldo cobre, em média, apenas seis dias úteis. Na outra ponta, estão estados do Sudeste, onde o benefício tem maior duração, com Minas Gerais liderando o ranking, com média de 13 dias úteis.
Menor duração
Roraima (Norte) - 6 dias úteis
Maranhão (Nordeste) - 7 dias úteis
Acre (Norte) e Rondônia (Norte) - 8 dias úteis
Maior duração
Minas Gerais (Sudeste) - 13 dias úteis
Rio de Janeiro (Sudeste) - 12 dias úteis
São Paulo (Sudeste) - 12 dias úteis
Refeição aumenta mais do que valor do benefício
Segundo o levantamento, enquanto o valor médio da refeição aumentou 4,3%, chegando a R$ 44,69, o valor facial médio do benefício creditado pelas empresas cresceu apenas 1,5% no período, alcançando R$ 583,75.
Para lidar com essa limitação, os brasileiros ajustaram seus hábitos, aponta o estudo. O gasto médio por transação realizada presencialmente em estabelecimentos ficou em R$ 43,44, enquanto, em aplicativos e serviços on-line, o valor médio chegou a R$ 58,61.
— Os dados deste ano acendem um sinal de alerta inegável para a segurança alimentar do trabalhador brasileiro. O maior ponto de atenção que os números indicam é a discrepância entre a inflação e o reajuste do benefício, pois enquanto o IPCA da alimentação fora do domicílio foi de 6,22%, o valor facial do vale-refeição subiu apenas 1,5%. Esse cenário está reduzindo o poder de compra em um ritmo acelerado e ampliando a necessidade de complemento por parte dos trabalhadores, que hoje precisam desembolsar, em média, 101% (R$ 589) a mais do que ele recebe de VR para cobrir seus gastos — afirma Antônio Alberto Aguiar (Tombé), Diretor Executivo de Estabelecimentos da Pluxee.
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