Finanças
Governo tem déficit de R$ 92,2 bi no primeiro semestre, oito vezes maior que em 2025
Meta fiscal deste ano é de superávit entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões
As contas do governo central, que englobam Tesouro Nacional , Banco Central e Previdência Social , fecharam o primeiro semestre do ano com um déficit primário de R$ 92,2 bilhões , segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Fazenda . O resultado é mais de oito vezes superior ao déficit registrado no primeiro semestre de 2025, de R$ 11,2 bilhões .
Os dados do setor público consolidado levam em conta os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras).
O déficit acontece quando as despesas do governo são maiores que suas receitas com tributos e impostos. O mesmo ocorre nos casos de empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produtos.
Em junho, o déficit foi de R$ 48,1 bilhões . Houve uma piora em relação a junho do ano passado, quando foi registrado um déficit de R$ 44,2 bilhões , valor corrigido pela inflação.
Os resultados das contas do governo são importantes para o cumprimento do meta fiscal, que neste ano é de um superávit fiscal de 0,5% do PIB , equivalente a R$ 73,2 bilhões , com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões .
Na última sexta-feira, o governo revisou a projeção para o resultado primário do governo, de um superávit de R$ 4,1 bilhões para um resultado positivo de R$ 10,8 bilhões , já diminuindo as abordagens da meta. Ao se considerar as despesas deduzidas da meta, o resultado fica em déficit de R$ 52 bilhões .
No primeiro semestre deste ano, a despesa total do governo teve uma alta de R$ 149,2 bilhões ( 12,3% ) na comparação com o mesmo período de 2025. Os aumentos foram registrados principalmente em:
Benefícios Previdenciários - aumento de R$ 44,8 bilhões
Pessoal e Encargos Sociais - aumento de R$ 20,5 bilhões
Créditos Extraordinários - aumento de R$ 5,1 bilhões
Sentenças Judiciais e Precatórios - aumento de R$ 35,6 bilhões
Despesas discricionárias - aumento de R$ 41,9 bilhões
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