Finanças
Arrecadação federal chega a R$ 1,58 trilhão no 1º semestre; valor é o maior desde 1995
Desempenho de tributos como a receita previdenciária e o IR justificam o número
A arrecadação federal somou R$ 1,587 trilhão no primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Receita Federal. O número representa uma alta de 6,6% em relação aos seis primeiros meses do ano passado, já considerando a inflação.
O montante arrecadado pelo governo é o maior para o período desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995.
Esse valor é impulsionado pelo desempenho da economia e por aumentos de tributos implementados no governo Lula. O Executivo projeta contar com esse aumento de arrecadação para atingir a meta fiscal, prevendo um superávit de R$ 34,3 bilhões. Contudo, a meta será considerada cumprida caso haja um déficit zero.
Entre os principais destaques da arrecadação no primeiro semestre, a receita previdenciária arrecadou R$ 381 bilhões, com um crescimento real de 5,08%. Esse resultado é explicado pelo crescimento real de 3,27% na massa salarial e de 5,46% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de janeiro a junho de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, houve um crescimento de 16,85% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a junho de 2025.
Houve, ainda, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos das empresas.
Os impostos sobre a renda das empresas (IRPJ e CSLL) somaram uma arrecadação de R$ 313 bilhões, representando um crescimento real de 5,73%. Esse resultado é atribuído, principalmente, ao crescimento real de 11,35% na arrecadação do lucro presumido e ao aumento real de 18,18% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, relativos a fatos geradores ocorridos em 2025.
O PIS/Pasep e a Cofins apresentaram uma arrecadação conjunta de R$ 309,6 bilhões, representando um crescimento real de 4,45%. O desempenho é explicado, segundo o governo, pelo aumento no volume de vendas e de 2,25% no volume de serviços. Outro fator que contribuiu para esse desempenho é a volta da cobrança de impostos a setores incluídos no Perse — programa criado na pandemia para socorrer o setor de eventos.
Já o Imposto de Renda da Pessoa Física cobrado sobre os rendimentos do capital apresentou uma arrecadação de R$ 92,223 bilhões, com crescimento real de 16,36%. Esse número é explicado pelos aumentos nominais de 31,92% na arrecadação por aplicação de renda fixa e de 12,46% na arrecadação de fundos de renda fixa.
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