Finanças

Com explosão no registro de drones, Anac cria divisão para intensificar a fiscalização

Número de equipamentos cadastrados na agência passou de 7.358 em 2022 para 126.665 em 2025. Este ano, já são mais 111.435.

Agência O Globo - 30/07/2026
Com explosão no registro de drones, Anac cria divisão para intensificar a fiscalização
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) - Foto: Reprodução

Diante do crescimento explosivo do uso de drones no Brasil e da falta de uma fiscalização focada na aviação geral, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai criar uma superintendência para essa área, mesmo após o desafio da escassez de recursos orçamentários.

O número de drones registrados na Anac passou de 7.358 em 2022 para 126.665 em 2025. Entre janeiro e julho deste ano, já são 111.435 novos equipamentos.

Crise:

De celebridades ao agro:

Além dos drones, a nova superintendência vai se dedicar à regulação e supervisão da aviação geral: jatos executivos, aviões agrícolas, escolas de aviação, aeroclubes, paraquedismo, voos esportivos e serviços especializados, como combate a incêndios, resgates e balões. Esses segmentos estão fora da aviação civil regular, mas são estratégicos para o setor como um todo.

Para fazer face ao problema da falta de recursos, a agência extinguirá a Superintendência de Fiscalização e Investigação , cujas funções foram distribuídas entre as áreas de atuação do órgão.

Aérea:

Três categorias

A Anac alterou neste mês as normas para uso de drones, de acordo com o padrão internacional. A principal mudança foi na abordagem, que substituiu as classificações do peso do equipamento pelo risco operacional. Foram definidas três categorias: Aberta , Específica e Certificada .

Na categoria Aberta estão as operações de baixo risco, realizadas dentro dos limites operacionais definidos, como voo visual e altura máxima de 120 metros , sem sobrevoo de pessoas não envolvidas. Nesses casos, não há necessidade de autorização prévia da Anac.

A categoria Específica abrange operações de risco moderado ou que extrapolem os limites da categoria Aberta. Nesses casos, o operador deverá demonstrar a segurança da operação.

Já a categoria Certificada é destinada a operações de maior complexidade ou risco elevado, que ativam certificação do sistema de comunicação não tripulada, do operador e do piloto remoto, além de supervisão mais robusta.

Para garantir uma implementação gradual das novas critérios, a orientação prevê instrumentos de transição para operadores e fabricantes. As atividades enquadradas na categoria Específica, que não estejam contempladas por cenários-padrão, terão prazo de até dois anos para obtenção das autorizações operacionais permitidas.

Além disso, os atos administrativos emitidos com base na regulamentação anterior permanecerão válidos até que sejam substituídos ou revistos pela Anac.