Finanças

Nova taxa foi forma dos EUA retomarem 'na marra' tarifa derrubada pela Suprema Corte, diz ministro

Brasil e diversos outros países terão alíquota de 12,5%

Agência O Globo - 24/07/2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que a nova taxa foi uma forma do governo americano retomar "na marra" as "tarifas recíprocas", derrubadas pela Suprema Corte daquele país.

A nova alíquota entra em vigor amanhã, mesmo dia em que as antigas tarifas se encerram.

Taxa de 12,5%:

Veja como:

"Essa tarifa pega 99% das importações para os Estados Unidos (considerando todos os países), o que me faz concluir que é um mero expediente para substituir aquela tarifa anterior, que caiu na Suprema Corte. O próprio presidente Trump disse, então, que daria um jeito de fazer a tarifa voltar. Deram um jeito. Não tem justificativa. Deram um jeito de, na marra, colocar a tarifa. Nesse caso a todas as grandes economias do mundo, inclusive ao Brasil – disse o ministro em entrevista à BandNews TV.

A sobretaxa foi aplicada sob a alegação de que o Brasil e mais 59 países falham em barrar a entrada de importações fabricadas com trabalho forçado – 54 foram tarifados em 12,5% e outros seis com 10%. A decisão atinge 99,4% das importações americanas.

Ofensiva:

No caso brasileiro, a taxa de 12,5% deve se somar à tarifa de 25%, anunciada na semana passada sob o argumento de que o Brasil tem “práticas desleais” que prejudicam o comércio americano. Assim, parte dos produtores locais estará sujeita a uma sobretaxa de 37,5%.

– O governo rechaça, com todas as forças, mais essa tarifa injustificada, unilateral, aplicada a um país que tem renda per capita menor do que os Estados Unidos e tem déficit em relação aos EUA – afirmou.

Durigan classificou a tarifa como "injustificada e unilateral". Segundo o ministro, o Brasil realizou conversas com a administração de Trump, sempre com "boa-vontade".

Veja o que está fora da lista:

Ele afirmou que o governo vai continuar apoiando os empresários prejudicados, com linhas de crédito para capital de giro e investimentos, previstos no programa Brasil Soberano, além de insistir na continuidade das negociações com o governo americano.