Finanças
EUA anunciam nova tarifa de 12,5% ao Brasil e outros 59 países por trabalho forçado
Sobretaxa se soma à cota de 25% já aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor no último dia 22. Medida passa a valer na madrugada desta sexta-feira.
Os Estados Unidos decidiram, nesta quinta-feira (dia 23), taxar em 12,5% os produtos brasileiros sob a alegação de que o país falha em combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos. Mas o Brasil não é o único a sofrer com essa taxa: no total, 60 países foram alvos desta investigação. A medida passa a valer a partir desta sexta-feira.
No caso brasileiro, a tarifa de 12,5% agora se soma aos 25% que entraram em vigor no último dia 22, após as primeiras conclusões da investigação aberta especificamente sobre o Brasil em julho do ano passado pelo Escritório do Representante Especial de Comércio (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A aplicação dos 12,5% se baseia no argumento de que o Brasil compra produtos de nações que não adotam boas práticas trabalhistas. Dessa forma, os produtos chegariam ao Brasil barateados, causando uma competição desleal com o mercado americano.
A investigação coloca o Brasil no grupo de países que importaram produtos que teriam sido feitos com trabalho forçado entre 2021 e 2025. São cinco produtos listados no caso brasileiro: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.
O Brasil e outros 53 países são alvo da proposta de 12,5%. Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão tiveram propostas tarifas de 10%.
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