Finanças
Em uma semana, vários alvos: veja as últimas decisões da nova ofensiva tarifária de Trump
Além da taxa de 25% sobre produtos brasileiros, presidente americano ameaçou impor tarifas de 100% sobre os medicamentos genéricos impostos pelos EUA
O novo tarifaço de 12,5% anunciado hoje pelos EUA sobre produtos fabricados em países com práticas de trabalho forçado, incluindo o Brasil, marca uma semana de anúncios do governo americano.
No último dia 16, os EUA já haviam anunciado a decisão de impor uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros, com uma lista de exceções que abrange itens importantes da pauta de exportações do país, como carne e suco de laranja. A medida entrou em vigor no dia 22.
Veja o cronograma dos últimos anúncios do governo Trump:
16/07 - Tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob alegação de práticas ilegais de comércio.
20/07 - Tarifa de 50% sobre determinados produtos canadenses, com argumentos semelhantes aos usados contra o Brasil.
21/07 - Tarifa de 100% sobre genéricos para os EUA, ainda em análise.
23/07 - Tarifa de 12,5% sobre produtos do Brasil e mais de 60 países, sob o argumento de que fizeram pouco para combater o trabalho forçado.
Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), a decisão foi tomada após investigação da Seção 301, que tratava de acusações sobre supostas práticas desleais de comércio. A investigação apurou se ações do Brasil, como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade dos EUA em ter acesso ao mercado de etanol brasileiro, prejudicavam as empresas americanas.
Já no dia 20, foi a vez da imposição de tarifas sobre parte dos produtos canadenses, com o argumento de que o país vizinho trata de forma injusta os produtos americanos, como bebidas alcoólicas, automóveis e laticínios. A alegação foi semelhante à usada contra o Brasil quatro dias antes.
Algumas importações consideradas estratégicas, como energia, potássio, pescado, minerais críticos e produtos já sujeitos a tarifas setoriais específicas, incluindo automóveis e metais, ficarão de fora da medida.
No dia 21, em um post na plataforma Truth Social, o presidente afirmou que seu governo planeja impor tarifas de 200% sobre medicamentos importados pelo país a partir de agosto de 2028. Além disso, um ano depois, a taxa vai dobrar para 200%.
"Isso está sendo feito para repatriar a produção de medicamentos genéricos para os EUA, penalizando as empresas que decidirem não construir fábricas e instalar equipamentos no país dentro do prazo estabelecido", escreveu Trump na publicação.
Nesta quinta-feira, o Secretário de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, anunciou tarifas de 12,5% baseadas em investigações comerciais na Seção 301 da Lei de Comércio, com foco em práticas de trabalho forçado em dezenas de economias, destacando supostas falhas do Brasil no combate a essa prática.
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