Finanças
Exportações brasileiras afetadas por tarifa do governo mexicano caíram 42,5% no primeiro semestre, segundo a CNI
Indústria calcula que o Brasil é o quinto país no mundo mais afetado por taxa criada em janeiro deste ano
As exportações brasileiras atingidas pela taxa imposta pelo governo do México em janeiro deste ano caíram 42,5% neste primeiro semestre, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A queda é em relação aos três anos anteriores e equivale a US$ 91,5 milhões.
O Programa de Protección para las Industrias Estratégicas foi implementado pelo México em janeiro de 2026.
A decisão do governo mexicano aumentou o imposto de importação de 1.463 produtos, aplicando taxas que, em alguns casos, ultrapassam os 50%. A Confederação estima que cerca de US$ 665 milhões em exportações brasileiras podem ser diretamente afetados.
Segundo a CNI, com a mudança, o Brasil passou a ser o 5º país mais exposto no mundo pela medida, considerando as economias que não têm acordo de livre comércio com o México.
“O aumento de tarifas para alguns produtos preocupa a indústria brasileira e vai na contramão do que o setor busca com o país: aprofundar a relação bilateral e avançar nas negociações de um acordo comercial”, afirma a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri.
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