Finanças
Tarifaço: citada pelo governo, Lei da Reciprocidade tem longo caminho antes de ser aplicada
Legislação é mencionada pela gestão Lula como resposta para taxa de 25% imposta pelos EUA
Apesar do alvo específico no tarifaço e de manifestações no sentido de usar a Lei de Reciprocidade em relação à aplicação do tarifaço, a ameaça de retaliação comercial levaria tempo, segundo técnicos a par do assunto.
Tarifaço dos EUA terá mais de 2 mil exceções:
Por que o Pix incomoda tanto os EUA?
O primeiro passo seria ter a dimensão exata do efeito negativo da sobretaxa de 25% dos produtos brasileiros exportados para aquele país.
Também seria preciso cumprir uma série de etapas burocráticas, além de uma decisão política de governo pela retaliação, com prós e contras para a relação comercial entre os dois países.
Interlocutores do Itamaraty afirmam que o Brasil continuará aberto à retomada da continuidade das negociações, apesar das discussões estarem contaminadas pela disputa política.
A retaliação tem amparo na Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso em abril de 2025, uma nova legislação. Na primeira reação ao tarifaço, o governo brasileiro informou em nota, divulgada na madrugada desta quinta-feira, que o Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na legislação.
Durante a coletiva dos ministros na tarde desta quinta-feira, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, adotou um tom mais cauteloso:
— Não há retaliação, o que existe é uma lei defendendo o interesse nacional, interesse dos brasileiros, da economia brasileira, que é a reciprocidade, é um instrumento jurídico legal importante que o governo analisará o momento e a forma de fazer — reforçou Alckmin.
Análise:
A lei dá poderes à Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério de Indústria e Comércio para suspender concessões comerciais e de investimentos em resposta a países ou blocos econômicos que impactam negativamente a competitividade dos produtos nacionais.
Segundo o texto, a Camex poderá adotar medidas de restrição às importações e suspender concessões, patentes ou remessas de royalties, além de aplicar taxações extras sobre os países a serem retaliados.
Para que esses instrumentos sejam acionados, no entanto, é preciso passar por uma série de exigências:
O governo precisa buscar negociação direta com o país ou bloco responsável pelas decisões que afetam produtos brasileiros.
Também é necessário recorrer a organismos multilaterais como a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Se as tentativas de negociação não tiverem sucesso, as medidas de retaliação aplicadas devem ser proporcionais aos danos econômicos sofridos.
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
3SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
4DESASTRE CLIMÁTICO.
Poderoso furacão Polo castiga a costa do México enquanto Nolo se dirige para o Havaí.
-
5
Vereadora eleita no Maranhão faz sexo dentro do Cartório