Finanças
Toffoli é homenageado por município do Paraná onde resort de família esteve localizado
Honraria foi concedida pela Câmara Municipal de Ribeirão Claro, cidade do Tayayá
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, recebeu em 2017 o título de cidadão honorário do município de Ribeirão Claro, no norte do Paraná. A cidade abriga o resort Tayayá, local frequentado por Toffoli e que já pertenceu a seus familiares.
A homenagem foi oficializada por um decreto legislativo da Câmara Municipal de Ribeirão Claro. No documento, os vereadores destacaram a "constante atenção" do ministro com o município, ressaltando sua atuação em prol do desenvolvimento local e do turismo, bem como sua "atuação exemplar" no Supremo e o empenho para manter a 23ª Zona Eleitoral da cidade.
O resort Tayayá, situado à beira de uma represa e considerado um destino de luxo, tornou-se foco de atenção após as investigações envolvendo o Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Toffoli é o relator do caso no STF, que envolve diretamente Daniel Vorcaro, proprietário do banco.
Embora não tenha participação societária no empreendimento, Toffoli continuou a frequentar o resort ao lado dos irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, além de outros familiares, mesmo após a venda do controle do Tayayá ao advogado Paulo Humberto Costa, ocorrida em fevereiro de 2025.
Paulo Humberto Costa, que atua para a J&F — grupo controlador da JBS — adquiriu a participação remanescente da Maridt, empresa dos irmãos de Toffoli, e também a fatia que estava sob controle de um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro.
De acordo com publicações do setor, por meio de um desses fundos, Fabiano Zettel comprou, em 2021, parte da participação de dois irmãos de Toffoli no resort. À época, a fatia estava avaliada em R$ 6,6 milhões. Após a transação, a Maridt passou a ter o fundo ligado a Zettel como principal sócio, com um dos irmãos do ministro administrando o Tayayá naquele período.
O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025, após a identificação de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez. As investigações criminais estão sob relatoria de Toffoli no STF, cuja condução tem sido alvo de críticas internas na Corte, além de gerar atritos com a Polícia Federal e o Banco Central.
Entre os episódios que provocaram desconforto estão a redução do prazo para a Polícia Federal colher depoimentos e decisões sobre o controle e análise de provas apreendidas. Nesse contexto, líderes do Congresso avaliam que a abertura de uma CPI ampla, em meio à tensão com o Judiciário, poderia agravar o conflito institucional e aumentar o risco de desgaste político coletivo.
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