Finanças
Ataque cibernético à Jaguar Land Rover causa prejuízo recorde de R$ 14 bilhões ao Reino Unido
Paralisação de um mês é considerada o evento digital mais danoso da história britânica
O ataque cibernético à Jaguar Land Rover, ocorrido em 31 de agosto, já é considerado o mais prejudicial economicamente da história do Reino Unido, com perdas estimadas em 1,9 bilhão de libras (R$ 13,7 bilhões), segundo o Cyber Monitoring Centre (CMC), organização sem fins lucrativos que avalia a gravidade de incidentes digitais no país.
Disputa entre Holanda e China
Roupas, eletrodomésticos, comida:
De acordo com o Financial Times, invasão paralisou por um mês os sistemas internos e a produção da montadora, controlada pela indiana Tata Motors, e afetou mais de 5 mil empresas britânicas ligadas à sua cadeia de suprimentos.
— Este incidente parece ter sido, de longe, o mais financeiramente devastador já registrado no Reino Unido — afirmou Ciaran Martin, ex-chefe do Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) e atual presidente do comitê técnico do CMC.
O governo britânico foi obrigado a oferecer uma garantia de empréstimo de 1,5 bilhão de libras (R$ 10,8 bilhões) para ajudar a Jaguar Land Rover a acessar crédito e retomar a produção, ainda parcialmente suspensa. O impacto econômico inclui queda nas vendas, redução de lucros, custos de mitigação e prejuízos à rede de fornecedores e negócios locais.
De acordo com o CMC, a produção só deve ser totalmente restabelecida em janeiro de 2026, embora o ataque não tenha comprometido os sistemas operacionais da montadora — o que poderia ter prolongado o caos.
O episódio se soma a uma onda de ataques de ransomware que vem atingindo grandes empresas britânicas, como Marks & Spencer, Co-op e o NHS (sistema público de saúde). Em junho, o CMC estimou que os ataques às duas varejistas causaram perdas entre 270 milhões e 440 milhões de libras (R$ 1,9 bilhão a R$ 3,1 bilhões).
A investigação do caso está a cargo da Agência Nacional do Crime, que ainda não identificou os autores. Martin alertou que o incidente expõe a vulnerabilidade das redes críticas, já que muitas companhias priorizam apenas a proteção de dados de clientes, negligenciando riscos operacionais mais amplos.
— Agora está claro que ataques criminosos disruptivos são o maior problema de segurança cibernética do momento — disse Martin. — Eles servem de manual para Estados hostis sobre como atingir economias inteiras. Cibersegurança agora é segurança econômica. E segurança econômica é segurança nacional.
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