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Arqueólogos revelam um dos maiores tesouros da Idade do Ferro já descobertos no Reino Unido (FOTOS)
Uma verdadeira cápsula do tempo da Idade do Ferro com artefatos variados, avaliada em £ 254.000 (R$ 1,8 milhão), deram pistas à pesquisadores sobre a presença de uma classe de elite e práticas ritualísticas complexas no Reino Unido.
O Tesouro de Melsonby, descoberto em dezembro de 2021 perto da vila de Melsonby, em North Yorkshire, é uma das descobertas arqueológicas mais significativas da Idade do Ferro no Reino Unido. Com mais de 800 artefatos, este tesouro oferece uma visão única da dinâmica social e cultural do Reino Unido há cerca de 2.000 anos.
Descrito como uma "cápsula do tempo arqueológica", o tesouro foi meticulosamente escavado e analisado por especialistas, revelando informações valiosas sobre o período. Entre as descobertas estão restos de carroças e carruagens, indicando a presença de uma classe de elite. Os arreios adornados com coral mediterrâneo e vidro colorido sugerem que esses objetos eram símbolos de riqueza e status.
De acordo com a curadora do Museu Britânico, doutora Sophia Adams, a importância do tesouro, que inclui lanças cerimoniais e vasos ornamentados, evidencia a sofisticação da sociedade da Idade do Ferro. Um recipiente com tampa, possivelmente usado para misturar vinho, foi encontrado enterrado, sugerindo práticas ritualísticas.
A condição dos artefatos gerou debates acadêmicos, pois muitos itens foram intencionalmente quebrados ou queimados, indicando atos ritualísticos de destruição. A ausência de restos humanos no local levanta questões sobre as crenças e práticas das comunidades da época, convidando a uma exploração mais profunda das estruturas espirituais e sociais.
O Tesouro de Melsonby também reacendeu discussões sobre as conexões do Reino Unido com a Europa continental antes da conquista romana. Alguns artefatos mostram influências europeias, sugerindo redes comerciais e trocas culturais extensas durante a Idade do Ferro.
Avaliado em £ 254.000, o tesouro está sendo estabilizado e catalogado na Universidade de Durham. O Museu de Yorkshire lançou uma campanha para garantir que esta coleção permaneça no Reino Unido e seja acessível ao público.
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