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Saiba qual a nova chance para Isaquias Queiroz garantir vaga em Paris-2014

Brasileiro ficou em sexto lugar no Mundial de Canoagem Velocidade na prova do C1 1000 e adiou classificação; ele admitiu ter treinado menos e cansaço

Agência O Globo - GLOBO 26/08/2023
Saiba qual a nova chance para Isaquias Queiroz garantir vaga em Paris-2014
Isaquias Queiroz - Foto: Instagram - @isaquias_lx

Ficou para o ano que vem. Isaquias Queiroz terminou em sexto a final do C1 1000 no Mundial de Canoagem Velocidade, em Duisburg, na Alemanha, prova da qual é campeão olímpico, e não garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. O brasileiro, dono de quatro medalhas olímpicas, ainda terá mais uma chance de classificação: no Pan-americano da modalidade, em abril de 2024, que será em Sarasota, nos Estados Unidos e que dará mais duas vagas olímpicas.

Isaquias tem mais uma chance de medalha neste Mundial. Volta para a água domingo, na final do C2 1.000, prova em que vai remar com Jacky Godmann. Serão oito vagas em jogo na final, para nove duplas, e os brasileiros têm grande chance de conquistá-la.

Quem venceu a prova C1 1000 foi o tcheco Martin Fuksa, conquistando seu primeiro ouro no Mundial, seguido pelo romeno Catalin Chirila, que era favorito, e pelo alemão Sebastian Brendel, que remou em casa. Isaquias completou os mil metros em 3min48s860, pouco mais de 3 segundos além do campeão (3min45s124).

O polonês Wiktor Grazunow e o húngaro Balazs Adolf ficaram com as outras duas vagas olímpicas em disputa, além dos medalhistas, por terminarem em 5º e 6º lugar, respectivamente.

— Vou treinar mais ainda porque não gosto de ficar sem medalha — afirmou o brasileiro ao Sportv, admitindo que não estava tão preparado para a prova: — Foi um ano diferente para mim, eu dei uma diminuída no meu ritmo, hoje completa 10 anos da minha primeira medalha mundial, que foi em 2013. Eu estava um pouco desgastado. Eu preferi diminuir um pouco a intensidade do treinamento.

O campeão olímpico teve um ano atípico, em quem abandonou a seleção pernamente que treina há quase uma década em Água Santa (MG), e voltou para a Bahia. Ficou um meses sem treinar regularmente, situação que só mudou em maio, com o técnico Lauro 'Pinda' e o restante da seleção se juntando a ele em Ilhéus.

— Meu físico não está o ideal. De dezembro para cá eu diminuí bastante o treinamento. Não consegui chegar no meu auge. Estava há um ano sem competir internacionalmente. Eu senti um pouco minha lombar, minha cintura. Eu estava 100% para a prova, mas a prova estava muito dura. O cansaço pegou. O meu lugar é no pódio. Só fico chateado em não pegar a vaga olímpica.

Isaquias, que viu o segundo filho, Luigi, nascer em Minas Gerais um dia antes do embarque para este Mundial, garantiu que "para Paris, sim, vou fazer um treinamento bem intenso. Paris é o que eu mais almejo agora".

Desde que ganhou o bronze exatamente em Diusburg, em 2013, aos 20 anos, Isaquias vinha colecionando medalhas na prova individual. Ele ganhou o Mundial de 2014 no C1 200m, e o de 2015 no C2 1.000m. Voltou ao pódio do C1 1.000m com a prata na Rio-2016 e seguiu: bronze em 2017 e 2018, ouro no Mundial de 2019 e na Olimpíada de 2020 (realizada em 2021) e prata no ano passado.