Economia
Governo admite risco de aporte emergencial nos Correios em projeto de Orçamento de 2026
Companhia acumula um déficit de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre desse ano e apresentou plano de reestruturação
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu a possibilidade de aporte emergencial nos Correios, que enfrenta uma grave crise financeira, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026.
Em documento enviado em 18 de setembro, como complemento do PLOA, o governo diz que há risco de aporte na companhia já em 2025, e pode acontecer também nos próximos quatro anos, até 2029.
No documento, o governo afirma que o risco da necessidade de aporte emergencial é “possível”. Esta classificação é dada quando a chance não é tão alta, mas é considerável. A escala varia entre risco remoto (o menor), possível, e provável (o maior).
O aporte acontece pelo Tesouro Nacional, para tentar resolver os problemas no caixa enfrentados pelos Correios. A empresa anunciou um plano de reestruturação nesta quarta, após registrar sucessivos resultados negativos, chegando a um déficit acumulado de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre deste ano.
O programa de reestruturação dos Correios prevê três eixos principais: redução de despesas operacionais e administrativas; diversificação das fontes de receita, com foco na recuperação da capacidade de geração de caixa; e restauração da liquidez da empresa, de modo a retomar a competitividade e garantir estabilidade nas relações com colaboradores, clientes e fornecedores.
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