Economia
Diretor do Fed defende discussão sobre corte de juros já na próxima reunião, em julho
O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Christopher Waller defendeu nesta sexta-feira, 20, que a autoridade monetária deve considerar um corte de juros na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em julho.
Se surgir algum tipo de choque que ameace o mandato duplo, o banco central poderia pausar o ciclo de relaxamento depois, explicou o dirigente em entrevista à CNBC
"Acho que estamos em um bom lugar para começar a conversar sobre cortes de juros", afirmou o diretor.
Waller argumentou que a criação de emprego nos EUA segue sólida, mas que há sinais de desaceleração mais forte que o desejado.
Para ele, é importante retomar o afrouxamento monetário antes que o mercado de trabalho comece a "afundar".
Tarifas
O diretor do Federal Reserve minimizou o impacto das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a trajetória de preços. Na entrevista à CNBC, o dirigente projetou que as sobretaxas não causarão uma escalada persistente da inflação.
Para ele, o efeito será pontual. As empresas não repassarão a totalidade dos custos ao consumidor final, sobretudo se for uma tarifa de 10%, na visão de Waller.
O dirigente acrescentou que os indicadores disponíveis até o momento não motivam uma preocupação significativa.
Por isso, os dirigentes do Fed devem tentar olhar para além do vaivém tarifário, avaliou ele.
Questionado sobre temores fiscais nos EUA, Waller se limitou a dizer que não cabe ao banco central lidar com isso.
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