Economia

Desemprego recua para 7,9% em julho, menor taxa para o período desde 2014

País tem 8,5 milhões de pessoas em busca de uma oportunidade

Agência O Globo - GLOBO 31/08/2023
Desemprego recua para 7,9% em julho, menor taxa para o período desde 2014
Carteira de trabalho digital - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de desemprego ficou em 7,9% no trimestre encerrado em julho, o menor patamar para o intervalo desde 2014, quando estava em 7%. Com o resultado, o país tem cerca de 8,5 milhões de pessoas em busca de uma oportunidade, uma redução de 0,6 ponto percentual ante o trimestre encerrado em abril, que serve como base de comparação.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE.

A mediana das projeções dos analistas apontava para uma taxa em 8,2% no período

No trimestre encerrado em abril de 2023, que serve de base de comparação, o desemprego ficou em 8,5%

Mercado de trabalho

Houve uma melhora significativa no mercado de trabalho brasileiro entre maio e julho de 2023, com um aumento de 1,3 milhões de pessoas no contingente de ocupados, na comparação com o trimestre anterior. No ano, são 669 mil brasileiros a mais trabalhando.

Em compasso, o percentual de trabalhadores subutilizados, que trabalham menos horas que o potencial, também caiu: 17,8% da população se encontra nessa situação, 3,1 pontos percentuais a menos que o mesmo trimestre de 2022.

São 20,3 milhões de pessoas subutilizadas, o menor número desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2016.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado ficou em 37 milhões, o que representa estabilidade frente ao trimestre anterior e crescimento de 3,4% (ou 1,2 milhão de pessoas) na comparação anual.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado viu um movimento contrário: cresceu 4,0% em relação ao trimestre anterior e ficou estável no ano.

No setor público, há 12,3 milhões de pessoas ocupadas em julho, crescimento de 2,6% frente ao trimestre anterior e estabilidade na comparação anual.

Taxa de informalidade

Comparando com o mesmo intervalo de 2022, a queda na taxa de informalidade foi de 0,7 ponto percentual, estando agora em 39,1% da população ocupada. Em relação ao trimestre anterior, houve crescimento de 0,2 ponto percentual.

Perspectivas

Se o início do ano apontou uma melhora no nível do emprego no país, a tendência do segundo semestre é de perda de ritmo na geração de postos de trabalho. Isso porque a perspectiva de desaceleração da atividade econômica faz com que o mercado de trabalho fique menos aquecido. A expectativa é que a taxa de desemprego encerre o ano entre 8,3% e 8,5%.

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