Economia
Bolsas de NY fecham em alta, após sessão volátil, de olho em guerra na Ucrânia
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira e estenderam ganhos de ontem, após sessão volátil. Notícias sobre a guerra na Ucrânia seguiram no radar das mesas de operação. Ainda que haja a retomada das conversas, autoridades dos Estados Unidos endureceram o discurso e o presidente Joe Biden fez críticas diretas a Vladimir Putin. Dados macroeconômicos dos EUA também foram monitorados.
No fechamento, o Dow Jones subiu 1,23%, a 34.480,76 pontos, o S&P 500 avançou 1,23%, a 4.411,67 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,33%, a 13.614,78 pontos.
A Rússia disse estar investindo nas negociações com a Ucrânia, mas negou que avanços tenham sido feitos, de acordo com o noticiário internacional. O secretário do Estado americano, Anthony Blinken, afirmou não ver recuo por parte da Rússia e disse acreditar que Moscou pode usar armas nucleares no conflito e culpar a Ucrânia pela escalada da guerra.
Além disso, a Casa Branca afirmou haver “alta preocupação” de que a China apoie a invasão da Rússia e Blinken garantiu que haverá consequências caso essa ajuda se concretize. O presidente dos EUA, Joe Biden, deve conversar com o homólogo chinês, Xi Jinping, amanhã. O conflito deve estar entre os pontos do diálogo.
Em evento hoje, Biden endureceu o discurso contra Putin e o chamou de “ditador assassino” e “bandido” que promove uma “guerra imoral”. Ontem, o democrata havia se referido ao presidente russo como “criminoso de guerra”. Ministros das Relações Exteriores do G7 condenaram, mais uma vez, a agressão russa e o apoio de Belarus.
As preocupações com a oferta elevaram o preço do petróleo e impulsionaram as ações do setor de energia, com Chevron (+1,73%) e ExxonMobil (+2,66%) no azul.
O Instituto Internacional de Finanças (IIF), em relatório, avalia que o maior risco para os mercados é de que o conflito seja prolongado, uma vez que esses já precificaram uma resolução. Caso a guerra perdure, o preço do petróleo futuro deve subir e levar à precificação de mais altas de juros por bancos centrais do mundo e puxar ações para baixo, diz o IIF.
Diante do conflito, a Moody’s revisou a projeção de crescimento de países do G20. Para os EUA, a projeção caiu de 4,0% para 3,7%.
Entre os indicadores dos EUA, a produção industrial subiu como previsto, enquanto as construções de moradias iniciadas avançaram mais do que o esperado. Os pedidos de auxílio-desemprego, por sua vez, caíram mais do que a previsão.
Autor: Ilana Cardial
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