Curiosidades
CasaCor São Paulo abre 39ª edição na próxima terça-feira com 70 projetos; veja imagens
Evento de arquitetura reailzado pela Editora Globo ocupa Parque da Água Branca com espaços versáteis focados em bem-estar e num mundo que precisa de ambientes de conforto
Bem-estar, arte, diversão, sustentabilidade e muitos temas mais reunidos num lugar. A partir de terça-feira, no Parque da Água Branca, em São Paulo, 70 projetos inaugurados de casas, espaços de convivência, praças e instalações artísticas poderão ser visitados na 39ª edição da CasaCor, realizada pela Editora Globo. Sob o tema “Mente e coração”, o evento traz novidades para morar — e viver os ambientes — em uma perspectiva contemporânea: a procura por ambientes de conforto num mundo cheio de distrações.
— Queremos mostrar como a casa pode ser um espaço para cura, possibilitando que as pessoas desacelerem e sejam estimuladas a descobrir outras inteligências — afirma Livia Pedreira, presidente do Conselho Curador da CasaCor. — Tem um percurso onde você está sempre descobrindo alguma coisa. Esta edição vai mexer com as emoções.
Rio2C:
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A mostra, que se estende até 9 de agosto (e já está com ingressos à venda em seu site) permite que o visitante experimente, em cerca de dez mil metros quadrados, ambientes que refletem os mais diferentes aspectos do morar. Há, por exemplo, espaços que remontam a estúdios muito bem equipados ou casas mais amplas, com espaço para estantes que abrigam milhares de livros (veja detalhes de projetos que podem ser visitados ao lado), ou até mesmo um pavilhão para meditação. O paisagismo, com jardins adaptados, também ganha destaque, com espécies da Mata Atlântica. As árvores do parque, vale dizer, não sofreram interferência com a exposição.
Lixo zero
Outro tema fundamental para a CasaCor é a sustentabilidade. Toda a geração gerada é reinserida na cadeia de produção ou destinada a iniciativas com foco no desenvolvimento social.
— Doamos cerca de 40 toneladas de materiais a cada edição para que ONGs de São Paulo possam utilizar esses materiais em reformas, requalificação de moradias populares ou de creches, por exemplo. Tem uma importância muito grande para nós — diz Darlan Firmato, diretor de operações.
Darlan explica que, embora a CasaCor de São Paulo seja a “mais impactante”, uma plataforma, dedicada à arquitetura, design de interiores e paisagismo, tem proporções maiores, que influenciam o Brasil e as Américas. Este ano, são mais de 20 franquias CasaCor acontecendo em cidades brasileiras e destinos internacionais. No Rio, o evento será de 22 de setembro e 15 de novembro.
— Mais de 800 profissionais, como arquitetos, participam de todas as mostras anualmente. É um impacto muito importante para o Brasil — comemoração.
O arquiteto Nildo José mergulhou nas memórias do pai, que morreu em 2024, para construir um ambiente aconchegante e com jeito rural. Em sua sétima participação no evento, ele trouxe as fontes agrícolas que fazem parte do Parque da Água Branca, onde acontece a CasaCor, em combinação com suas vivências em Feira de Santana (BA), onde nasceu. O espaço conta com uma estante de mais de quatro mil livros no que ele chama de “casa celeiro”. "É uma tentativa de guardar tudo o que importa. É um movimento de contracultura. E meu pai lia muito", explica.
A capixaba Clara Nahas, em sua estreia na CasaCor, evoca a memória da mãe pianista na sala feita como um ambiente para ouvir música e, em outro ambiente, com uma partitura escrita em comemoração ao seu nascimento emoldurada. "Fiz referências literárias, mas bem sutis de vivências que tive", conta.
Cubikoo, criado pelo holandês Edward van Vliet, é pré-montado em metal, cerâmica e jequitibá. "Pode ser uma casa, um ambiente de bem-estar ou um spa. Leva três meses para construir", conta.
Inspirado na arquiteta pernambucana Janete Costa (1932-2008), Gabriel Fernandes exalta o artesanato. Em uma estante de madeira, volutas foram enentalhadas pelo artista mineiro Nelinho. “É das minhas coisas mais lindas que eu já fiz e que eu já vi na vida”, diz.
Estreante no evento, Felipe Saurin mira na Nova York dos anos 60 e 70 para montar um ambiente que exiba influências da TV, da arte e da moda. A divisão entre os espaços é feita por cortinas volumosas de veludo.
A inovação é um dos temas do projeto de estúdio de Letícia Nannetti. “Pensei em como preferir de habitar ao longo da vida”, diz a mineira sobre o ambiente com amplos corredores.
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