Curiosidades
Conheça as peças escritas por Juca de Oliveira, que morreu aos 91 anos
Ator também se destacou como autor de espetáculos de sucesso focados na comédia de costumes e na sátira política
Juca de Oliveira , um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, construiu uma carreira marcada por peças de sucesso que exploram a comédia de figurino e a sátira política. Entre suas obras mais reconhecidas estão "Meno male", "Caixa dois", "Às favas com os escrúpulos", "Hotel Paradiso" e "Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa".
Nascido em março de 1935, em São Roque (SP), Juca descobriu sua vocação artística ainda jovem, ao deixar a faculdade de Direito para ingressar na Escola de Arte Dramática de São Paulo. Lá, dividiu os primeiros palcos com nomes como Aracy Balabanian e Glória Menezes, antes de seguir para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde atuou em montagens de obras clássicas como "O pagador de promessas" e "A morte do caixeiro viajante".
Ao longo de seis décadas de carreira, o artista, que esteve internado em um hospital de São Paulo desde o último dia 13 de março, participou de diversas peças, filmes e programas de TV. Consolida-se como autor que une humor e crítica social em seus textos.
Principais
“Meno masculino” (1987) é uma comédia popular que marcou sua trajetória como autora. "Caixa dois" (1997) traz à tona a corrupção e os bastidores da política brasileira. "Às favas com os escrúpulos" (2007) apresenta uma sátira sobre moralidade e ambição humana.
Um dos maiores sucessos de público do teatro brasileiro, "Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa" foi encenada pela primeira vez em 1990 e ganhou outras montagens ao longo dos anos.
Em "Mãos limpas" (2019), outra sátira política, Juca não apenas escreveu como também estrelou o espetáculo. Já em "As atrizes" (1991), abordou as dificuldades do envelhecimento no universo artístico, com o embate entre uma atriz consagrada de meia-idade e uma jovem ambiciosa. A peça recebida nova montagem em 2019 sob direção de Leo Stefanini.
Juca de Oliveira se definia como um "apaixonado pelo teatro", que considerava seu “porto seguro”.
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