Cidades
Uneal inaugura Museu do Índio na próxima segunda-feira

Espaço de Memória está sediado no Campus de União dos Palmares
A Universidade Estadual de Alagoas inaugura, na próxima segunda-feira (18), às 10h, o Espaço de Memória Indígena Alagoana Geová José Honório da Silva, no Campus V, em União dos Palmares (AL). Este é o terceiro museu da instituição, junto com o Espaço de Memória Artesão Fernando Rodrigues dos Santos, situado no povoado Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar, e o Espaço de Memória Artesã Irinéia Rosa Nunes da Silva, que guarda a memória de artistas da Comunidade Quilombola Muquém, também localizado no Campus V.
Para o idealizador dos espaços de memória da Uneal, Jairo José Campos da Costa, o Museu do Índio fecha um ciclo de resgate da arte produzida pelos povos tradicionais de Alagoas: indígena, quilombola e ribeirinho. “É um ciclo que se fecha em quase 20 anos de trabalho e de retorno a esses povos que eu pesquiso”, frisou Campos.
O Espaço de Memória Indígena Alagoana foi organizado a partir de pesquisas nas 12 etnias do estado distribuídas em dez cidades. O levantamento resultou na seleção 100 artefatos, incluindo cachimbos, colares, cocares, tiaras, vestimentas, esculturas de divindades, arcos, flechas, burduna, panelas, entre outros objetos produzidos pelos índios alagoanos. “Até aqui, temos 30 artistas em uma narrativa curadorial e expográfica pensada pela equipe multidisciplinar que montou o Museu”, completou Jairo Campos.
O nome do Museu é uma homenagem ao saudoso cacique Geová, guerreiro indígena da etnia Wassu Cocal que teve relevante papel nas lutas dos índios de Alagoas.
Compõem também a equipe, a museóloga Carmen Lúcia Dantas; o arquiteto Rafael Gomes Brandão; o professor e antropólogo do Campus III – Palmeira dos Índios, Adelson Lopes e Marcelo de Campos – artista da Tingui Filmes (responsável pela produção audiovisual).
“Esta é mais uma contribuição da Uneal para esses povos que foram relegados durante séculos e agora recebem um espaço digno que valoriza o seu fazer artístico-cultural”, enfatizou Jairo Campos que também é estudante do curso de Museologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
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