Os perigos das coalizões
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse esta semana que "não adianta nada" tirar a presidente Dilma Rousseff (PT) do poder. Para ele, a saída seria a sociedade e o Congresso criarem uma nova situação de poder e a "opinião pública vai ter peso" nesse processo.
"A sociedade e o Congresso vão ter de refazer seus caminhos, seus meandros para que seja possível constituir uma nova situação de poder, porque não dá para ser diferente. Tirar a presidente da República não adianta nada. Vai fazer o que depois? Tem que criar constituir um polo e ter uma visão do que é que dar para fazer, com uma certa sensibilidade política", disse o tucano durante evento realizado no instituto que leva seu nome.
FHC disse que se o sistema político está totalmente espatifado porque se exauriu o modelo de presidencialismo de coalizão, que ele chama de presidencialismo de cooptação. "Um Congresso que tem vinte e poucos partidos e um governo que tem 40 ministérios é a receita para não dar certo. Não pode funcionar. Se exauriu o nosso modelo que eles chamaram de presidencialismo de coalizão e não é, é de cooptação”.
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