Vida Esportiva

'Vencer e competir': ex-dirigente de Manchester United e Chelsea revela plano para reerguer gigante da F1

Peter Kenyon, que ajudou a construir marcas de clubes da Premier League, projeta vitórias da Williams em 2028 e disputa por título mundial em 2030

Agência O Globo - 06/05/2026
'Vencer e competir': ex-dirigente de Manchester United e Chelsea revela plano para reerguer gigante da F1
- Foto: Reprodução / internet

Peter Kenyon foi peça-chave na construção das marcas de dois gigantes da Premier League e agora mira um novo desafio: despertar uma gigante adormecida da Fórmula 1, a Williams.

O empresário inglês, natural de Cheshire, esteve nos bastidores do Manchester United durante a conquista da tríplice coroa em 1999. Kenyon foi fundamental ao convencer Sir Alex Ferguson a adiar a aposentadoria e consolidou as bases comerciais do clube.

Em seguida, durante seis anos como CEO do Chelsea, transferiu-se para Londres a convite do bilionário russo Roman Abramovich. Lá, trabalhou ao lado do técnico José Mourinho e expandiu significativamente o portfólio de patrocínios dos Blues.

Com mais de 30 anos de experiência no esporte profissional e já em sua oitava década de vida, Kenyon agora atua para reestruturar as finanças da Atlassian Williams F1 Team.

Tradicional equipe independente da F1, a Williams revelou carros campeões mundiais conduzidos por lendas como Nelson Piquet, Nigel Mansell, Alain Prost, Damon Hill e Jacques Villeneuve. Também foi a última equipe de Ayrton Senna.

Atualmente, em 2026, a Williams está distante do topo do grid. Após três Grandes Prêmios, antes da etapa de Miami, o espanhol Carlos Sainz e o anglo-tailandês Alexander Albon somaram apenas dois pontos.

Apesar disso, em uma recente apresentação a executivos da Anthropic, empresa de tecnologia dona do modelo de IA Claude, Kenyon apresentou uma visão ambiciosa: até 2030, a Williams poderá disputar de igual para igual com Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull.

Em entrevista durante a conferência SportsPro, em Londres, Kenyon detalhou a estratégia:

— O que ficou óbvio é que a [Anthropic] queria estar dentro do nosso negócio e fazer parte da jornada.

Segundo Kenyon, a Williams não promete posições específicas no campeonato. O foco é apresentar um projeto de reconstrução sólido e gradual.

— Não vendemos uma posição, não dizemos que em 2026 seremos quintos ou segundos, pois isso gera enorme pressão.

O dirigente reforça que o objetivo é recolocar a equipe no protagonismo, com metas claras para os próximos anos:

— O que fazemos é uma jornada de volta ao topo. Isso significa vencer corridas em 2028 e competir pelo Campeonato Mundial em 2030.