Vida Esportiva
'Vencer e competir': ex-dirigente de Manchester United e Chelsea revela plano para reerguer gigante da F1
Peter Kenyon, que ajudou a construir marcas de clubes da Premier League, projeta vitórias da Williams em 2028 e disputa por título mundial em 2030
Peter Kenyon foi peça-chave na construção das marcas de dois gigantes da Premier League e agora mira um novo desafio: despertar uma gigante adormecida da Fórmula 1, a Williams.
O empresário inglês, natural de Cheshire, esteve nos bastidores do Manchester United durante a conquista da tríplice coroa em 1999. Kenyon foi fundamental ao convencer Sir Alex Ferguson a adiar a aposentadoria e consolidou as bases comerciais do clube.
Em seguida, durante seis anos como CEO do Chelsea, transferiu-se para Londres a convite do bilionário russo Roman Abramovich. Lá, trabalhou ao lado do técnico José Mourinho e expandiu significativamente o portfólio de patrocínios dos Blues.
Com mais de 30 anos de experiência no esporte profissional e já em sua oitava década de vida, Kenyon agora atua para reestruturar as finanças da Atlassian Williams F1 Team.
Tradicional equipe independente da F1, a Williams revelou carros campeões mundiais conduzidos por lendas como Nelson Piquet, Nigel Mansell, Alain Prost, Damon Hill e Jacques Villeneuve. Também foi a última equipe de Ayrton Senna.
Atualmente, em 2026, a Williams está distante do topo do grid. Após três Grandes Prêmios, antes da etapa de Miami, o espanhol Carlos Sainz e o anglo-tailandês Alexander Albon somaram apenas dois pontos.
Apesar disso, em uma recente apresentação a executivos da Anthropic, empresa de tecnologia dona do modelo de IA Claude, Kenyon apresentou uma visão ambiciosa: até 2030, a Williams poderá disputar de igual para igual com Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull.
Em entrevista durante a conferência SportsPro, em Londres, Kenyon detalhou a estratégia:
— O que ficou óbvio é que a [Anthropic] queria estar dentro do nosso negócio e fazer parte da jornada.
Segundo Kenyon, a Williams não promete posições específicas no campeonato. O foco é apresentar um projeto de reconstrução sólido e gradual.
— Não vendemos uma posição, não dizemos que em 2026 seremos quintos ou segundos, pois isso gera enorme pressão.
O dirigente reforça que o objetivo é recolocar a equipe no protagonismo, com metas claras para os próximos anos:
— O que fazemos é uma jornada de volta ao topo. Isso significa vencer corridas em 2028 e competir pelo Campeonato Mundial em 2030.
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