Vida Esportiva
Canadá enfrenta nova polêmica no curling após acusações de trapaça
Acusações de 'toques duplos' reacendem debates sobre ética no esporte
O curling canadense voltou ao centro das atenções nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 após novas acusações de violação das regras, algo raro em um esporte conhecido pela forte tradição de fair play. O episódio mais recente envolveu a equipe masculina do Canadá, acusada de cometer o chamado "double-touch" (toque duplo), que consiste em tocar a pedra após a soltura, o que é proibido pelas normas da modalidade.
O caso ganhou repercussão durante o torneio de “round robin”, quando o sueco Oskar Eriksson apontou o canadense Marc Kennedy pela suposta infração. Apesar do confronto acirrado, o Canadá venceu a Suécia por 8 a 6, mas a partida foi marcada por discussões intensas e troca de acusações entre os atletas — inclusive com xingamentos no gelo. Um vídeo do momento do suposto toque duplo viralizou nas redes sociais, ampliando o debate.
Kennedy negou de forma veemente qualquer irregularidade. "Eu não gosto de ser acusado de trapaça depois de 25 anos competindo e quatro Olimpíadas. Ele continuou nos acusando de trapaça, e eu não gostei disso. Então eu disse a ele onde enfiar isso, porque somos o time errado para esse tipo de acusação. Não me importo. Talvez ele estivesse chateado por estar perdendo", declarou o atleta canadense.
No dia seguinte, a equipe feminina do Canadá, liderada por Rachel Homan, também foi alvo das mesmas acusações em partida contra a Suíça. Após um oficial julgar que houve toque proibido, uma das pedras canadenses foi retirada do jogo. Homan, de 36 anos, demonstrou surpresa e discordou da decisão: "Tipo, absolutamente não. Chance zero por cento", disse ela, conforme relataram The Washington Post e Fox News.
Homan afirmou ainda que a polêmica envolvendo o time masculino trouxe pressão adicional para sua equipe. "Não entendo a marcação. Nunca vou entender. Nós nunca fizemos isso. Isso não tem nada a ver conosco", completou. Questionadas sobre a possibilidade de revisão da decisão, as atletas foram orientadas a confiar no julgamento do árbitro, segundo o Post. Durante a discussão, membros do time canadense foram flagrados usando palavrões antes da retomada da partida, que terminou com vitória suíça por 8 a 7.
Entidade reforça fiscalização
A World Curling, entidade responsável pelo esporte, esclareceu que o toque na pedra após a linha de soltura é proibido e justificou a presença de oficiais próximos à linha de hog para monitorar as jogadas. Entretanto, a ausência de revisão por vídeo limita a confirmação visual das infrações. Após os episódios, a World Curling anunciou o reforço na fiscalização: "Não é possível para a World Curling ter árbitros posicionados para observar todas as linhas de lançamento em cada arremesso de pedra. No entanto, a partir da sessão da tarde de sábado, dois oficiais irão se deslocar entre as quatro pistas e observar os arremessos", informou a entidade em nota oficial.
Os episódios ocorrem em momento delicado para o Canadá, já que a derrota da equipe feminina por 8 a 7 prejudicou sua classificação, enquanto o time masculino lida com o desgaste emocional após a polêmica com a Suécia. A expectativa é de que a intensificação da fiscalização contribua para maior transparência e confiança nas decisões durante o restante do torneio.
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