Vida e Saúde

‘Falta muito para chegar onde desejo no samba, mas quero dar orgulho para a minha escola’; diz Bruna Griphao sobre o preparo para o carnaval

Em entrevista ao GLOBO, a atriz comentou sobre o nervosismo da estreia, sua rotina de exercícios e alimentação, além das aulas de samba para fazer bonito na Sapucaí

Agência O Globo - 15/02/2026
‘Falta muito para chegar onde desejo no samba, mas quero dar orgulho para a minha escola’; diz Bruna Griphao sobre o preparo para o carnaval
Bruna Griphao - Foto: Reprodução / Instagram

Se antes era o samba que mais preocupava a atriz Bruna Griphao, agora, depois de meses de aulas de como sambar, e faltando apenas algumas horas para sua grande estreia na marquês de Sapucaí como musa da Salgueiro, é a emoção que fala mais alto.

— Acho que o maior sentimento dentro de mim é dar conta dessa carga emocional de honrar o convite. Quero dar orgulho para a minha escola. O carnaval é o coletivo e isso é muito bonito. É uma grande responsabilidade e, hoje, me preocupo em honrar este lugar, essas pessoas, esse coletivo, e esse convite — afirma a atriz em entrevista ao GLOBO.

Essa é a primeira vez que a jovem de 26 anos desfilará na vida e para isso entrou em uma maratona de aulas de samba com o coreógrafo Carlinhos Salgueiro, que também é professor de Giovanna Lancellotti, que desfila no carro abre-alas da Beija-Flor, e de Virginia Fonseca, Rainha de Bateria da Grande Rio.

— Não mantive uma frequência certa de aulas porque meu professor não tem mais datas. Então agora as aulas sou eu e eu mesma em casa, quando dá, mas eu senti uma evolução e uma construção de confiança muito grande. Mas acredito que falta muita água e muitos anos de carnaval para chegar aonde quero chegar no samba e na entrega — diz.

Além disso, a musa afirmou que manteve a frequência dos exercícios físicos que já faz há uns bons anos e manteve a rotina de alimentação, sem restringir ou se privar de algum alimento.

Confira a entrevista a seguir:

Você já sambava antes de ser chamada para desfilar para a Salgueiro? Fez aulas para se preparar?

Eu sambava acho que como toda carioca samba: naquele jeitinho. Realmente mergulhei nesse processo agora e estou amando. Não mantive uma frequência certa de aulas porque meu professor não tem mais datas. Então agora as aulas sou eu e eu mesma em casa, quando dá, mas eu senti uma evolução e uma construção de confiança muito grande. Mas acredito que falta muita água e muitos anos de carnaval para chegar aonde quero chegar no samba e na entrega.

Qual é a maior dificuldade que sentiu nessa etapa da preparação?

Acredito que seja a emoção. Dar conta dessa carga emocional de honrar o convite. Acho que é o maior sentimento dentro de mim. Quero dar orgulho para a minha escola, quero muito que a gente alcance a décima estrela. Acho que esse é o principal que me vejo pensando sempre, porque o samba era o que mais me preocupava no início, mas agora, que tenho me preparado tanto, minha maior preocupação é o desfile, é fazer bonito. O carnaval é o coletivo e isso é muito bonito. A responsabilidade não é apenas você, mas uma escola, sobre inúmeras pessoas que estão lá dedicando a vida. É uma grande responsabilidade e, hoje, me preocupo em honrar este lugar, essas pessoas, esse coletivo, e esse convite.

Quais exercícios são indispensáveis para aguentar a avenida?

O exercício principal são os ensaios de rua, porque ele cria resistência, te dá um entendimento do seu corpo, do quanto você aguenta, do trajeto. Então acho que os ensaios de rua são indispensáveis para se preparar para a avenida. E, claro, manter esse condicionamento. Sou uma pessoa que já tem uma rotina de exercícios físicos há anos e procuro manter minha academia, meu aeróbico, principalmente.

Você faz acompanhamento com profissionais de saúde durante essa preparação?

O acompanhamento com profissionais de saúde é essencial em qualquer momento da sua vida. Principalmente se você é uma pessoa muito ativa. Tenho minha fisioterapeuta, por exemplo, que me acompanha sempre e é importante neste momento para liberar a musculatura, ajudar para não lesionar durante a preparação, as aulas.

Dizem que o corpo dá sinais de esgotamento com a chegada do carnaval, isso acontece com você?

Estou bem cansada, vou ser bem honesta. Acabei de chegar em Salvador, porque vou trabalhar por aqui. E fiquei meio doentinha, acredito que minha imunidade abaixou um pouco e aí precisei dormir, ter uma boa noite de sono. Estava sentindo que meu corpo precisava descansar, sabe? Me alimentar bem, me hidratar bastante. Acho que precisamos respeitar esse pedido. Ainda mais quando ele pede.

Você tem uma dieta especial nesse período?

Juro que não estou fazendo nada específico. Entendi muito nova que restringir coisas para mim não seria um caminho positivo porque gera uma compulsão posteriormente. Eu tive distúrbios alimentares, então hoje o que eu tento é estar em paz. Criei uma relação com a comida, me reeduquei então hoje eu como de tudo, não passo vontade. Mas obviamente, procuro manter uma alimentação saudável, e muito por conta da minha saúde, porque quero me sentir bem. Sei que o alimento me traz a vida, então tento fazer isso. Equilíbrio sempre.

Além do físico, existe uma pressão estética muito grande no carnaval. Como você cuida da saúde mental nesse processo?

A pressão estética já me assombrou muito nessa vida. E é engraçado falar no carnaval que, querendo ou não, um momento de exposição do corpo, não me assombra mais. Acredito que a maturidade traz isso. Obviamente existe a pressão estética, e obviamente existem inseguranças, mas sinto que hoje estou focada em um outro lugar. O carnaval significa outra coisa para mim que não me vejo nesse lugar de estar ficcionada nisso.

Você tem algum ritual antes de entrar na avenida?

Gosto de fazer uma oração, entrar com o pé direito ali na avenida, as meninas costumam fazer isso, e tocar no chão, pedir permissão para estar ali. Agradecer por estar perto das pessoas que eu amo e me conectar com tudo isso que estou vivendo, deixar a emoção me levar. Acho que estes vão ser meus rituais momentos antes de entrar.