Vida e Saúde
Gaby Amarantos: entenda o que é enema, lavagem intestinal que cantora diz ter a ajudado no processo de emagrecimento
Especialistas afirmam, entretanto, que não há comprovação científica de eficácia da lavagem para o emagrecimento
Em entrevista ao programa De Frente com Blogueirinha, Gaby Amarantos contou que emagreceu 14 quilos após recorrer a um método pouco convencional. Ela fez uma lavagem intestinal anal, chamada de enema, ou “chuca”, como são popularmente conhecidas.
Para maiores de 50 anos:
Alimentos com antioxidantes:
“A minha mente limpou, meu corpo limpou, foi uma coisa que eu consegui emagrecer por conta desses processos, mas foi a solução mais radical que eu encontrei porque eu já tinha feito tudo e não conseguia emagrecer”, diz a cantora.
O método consiste em introduzir grandes quantidades de líquido via sonda retal — no caso da artista, foram cerca de 300 litros de água. Segundo a própria, 1 litro por dia. O procedimento é muito utilizado na medicina para diversas causas, como por exemplo: para pacientes com fezes empedradas, com dificuldade de evacuar, constipação crônica grave e incontinência anal (quando os indivíduos não conseguem controlar a saída de fezes).
Para essas pessoas, nas quais há também sensação de distensão abdominal, o enema auxilia na evacuação e na eliminação de gases, podendo ser inserido diferentes tipos de líquidos, como água e medicamentos especializados.
Entretanto, não há comprovação científica de eficácia no emagrecimento. Nas redes sociais, esse tipo de alternativa ganhou muitos adeptos, pessoas que inserem até mesmo café em seus ânus para fazer o procedimento, porém, especialistas afirmam que há riscos.
Dor de crescimento:
“Tem um povo que faz enema de café, de chá, mas eu faço só com água”, explicou Amarantos.
O café, por exemplo, usado para limpar o reto e o intestino grosso, é absolvido pelo reto e, por conta de sua cafeína, pode causar taquicardia (coração acelerado), arritmias, náuseas e mal-estar.
Repetir o procedimento constantemente, independente do líquido, pode também alterar a composição das bactérias da flora anal, provocar desconforto, diarreia, inflamações e até mesmo criar uma dependência, levando a pessoa a deixar de evacuar naturalmente.
A depender do líquido utilizado para realizar o enema, há ainda o risco de perfuração do reto, irritações, sangramentos, infecções e contaminações.
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