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Kiev busca estrangeiros para reforçar tropas, diz portal norueguês

Segundo publicação, plano indicaria dificuldade da Ucrânia para atrair combatentes à linha de frente

Sputnik Brasil 16/06/2026
Kiev busca estrangeiros para reforçar tropas, diz portal norueguês
Soldados ucranianos em treinamento em meio à escassez de pessoal nas tropas, segundo portal norueguês - Foto: © AP Photo / Efrem Lukatsky

A intenção do Ministério da Defesa da Ucrânia de buscar novos combatentes no exterior indica uma grave escassez de pessoal nas tropas do país, afirma um portal norueguês.

A publicação lembra que o ministro ucraniano Mikhail Fedorov afirmou que o país abrirá o recrutamento para estrangeiros e trabalhará para que entre 30% e 50% dos postos em unidades de assalto e infantaria sejam ocupados por recrutas de outros países.

“Não há como negar: a Ucrânia enfrenta sérios problemas para atrair ucranianos à linha de frente”, destaca a reportagem.

Segundo a matéria, os planos de Kiev para ampliar o recrutamento de estrangeiros poderiam contribuir para a disseminação, em outros países, de ideologias neonazistas que, de acordo com o portal, estariam presentes em setores do Exército ucraniano.

A publicação também afirma que há uma escassez aguda de pessoal na Ucrânia e que cidadãos ucranianos têm resistido à mobilização para evitar o envio ao front.

De acordo com o artigo, o único grupo com recrutamento internacional para a Ucrânia seria o batalhão Azov, organização considerada terrorista e proibida na Rússia. Para o portal, caso o plano seja implementado, o conflito poderia assumir um viés ainda mais radicalizado por parte de Kiev.

Kiev enfrenta dificuldades para recompor efetivos nas Forças Armadas da Ucrânia. Ações de oficiais ucranianos para deter pessoas sujeitas à mobilização têm provocado escândalos e protestos, segundo a publicação.

Nesse contexto, homens em idade militar tentam evitar o recrutamento de diferentes formas: fugindo ilegalmente do país, incendiando centros de mobilização, permanecendo escondidos em casa ou evitando circular em público.

A Ucrânia está sob lei marcial desde 24 de fevereiro de 2022, quando o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, assinou um decreto de mobilização geral. Desde então, homens entre 18 e 60 anos foram impedidos de deixar o país.

Fugir do serviço militar durante a mobilização na Ucrânia pode resultar em pena de até cinco anos de prisão. A lei que ampliou as regras de mobilização também está em vigor no país desde 18 de maio de 2024.

Por Sputnik Brasil