Variedades
Uma jornada emocional na busca pela identidade feminina
O romance do escritor Leonardo Auricchio narra a jornada de uma filha que investiga o desaparecimento da mãe
No calor escaldante do verão de Cuba, Maria está em fuga pelo mar quando sua filha nasce prematuramente. Amparada por um casal de turistas, ela já sabia ali mesmo que seus planos não dariam certo e que as respostas buscadas incansavelmente talvez não fossem obtidas. Mas aquele era o dia do nascimento de Yvie, um sinal da ruptura com as mentiras e a dor do passado.
O início de Mulheres Tristes, Amores & Revoluções, de Leonardo Auricchio, confronta o leitor com perguntas que, aos poucos, vão sendo exploradas na trama. O que fez Maria fugir? Por que esse parto parece marcar um “fim” da protagonista com sua história? O que acontece depois desse momento?
A pequena deveria nascer longe de tudo e de todos naquela ilha, deveria escapar das armações e mentiras que há muito firmaram raízes no seio de sua família. Ela seria a reconciliação de Maria com um novo mundo, um lugar sem trapaças, sem meias-verdades, sem razões ocultas. (Mulheres Tristes, Amores & Revoluções, p. 15)
A narrativa caminha entrelaçando tempos e revela como ecos de outrora moldam o destino da protagonista e daqueles ao seu redor. A partir de uma pesquisa bibliográfica extensa, o autor traz referências sobre o Movimento de 26 de julho, a ascensão do partido de Fidel Castro em 1959, a fundação dos Comitês de Defesa da Revolução e o movimento anticastrista.
O livro conecta esses conflitos macrossociais com a jornada íntima de Maria. Inicialmente apresentada como uma jovem privilegiada, até inocente e mimada, a personagem se transforma quando decide entender o desaparecimento da mãe, Ana — uma travessia marcada por descobertas tardias, amores arrebatadores e traições profundas. Nessa jornada, ela não apenas desvenda segredos de família, mas confronta acontecimentos que irão, irremediavelmente, reescrever o seu destino.
De forma poética e sensível, Mulheres Tristes, Amores & Revoluções expõe o duelo entre a essência e a aparência, ao mergulhar na angústia de personagens que, sob o peso das convenções, vestem "personas" para ocultar suas identidades e orientações sexuais.
Ao trazer debates urgentes sobre a homofobia, a violência de gênero e o autoritarismo, o livro se torna um manifesto pela liberdade — seja ela política, social ou psíquica. Através de uma trama que exalta o ímpeto transformador da juventude, a publicação presta uma homenagem à resiliência feminina diante de sistemas que, embora tentem, jamais conseguirão silenciá-las.
FICHA TÉCNICA
Título: Mulheres Tristes
Subtítulo: Amores & Revoluções
Autor: Leonardo Auricchio
Editora: Ipê das Letras
ISBN: 978-65-5239-872-7
Páginas: 540
Preço: R$ 84 (físico) | R$ 25 (e-book)
Onde encontrar: Amazon | Ipê das Letras | Livraria da Vila

Sobre o autor: Descendente de imigrantes italianos, Leonardo Auricchio cresceu ouvindo as histórias da família enquanto morava na periferia da zona norte de São Paulo. Essas narrativas orais foram sua principal inspiração para seguir a carreira na literatura, cuja estreia é marcada pela publicação do livro Mulheres Tristes, Amores & Revoluções. Além de escritor, é sócio fundador da Auricchio Advocacia, mestre em Direito, especialista em Direito Civil e professor de Direito, como também publicou as obras Le problème de la Justice du travail au Brésil (O problema da Justiça do Trabalho no Brasil, em tradução livre para o português) e Manual do empregador doméstico.
Instagram: @leo.luiz.auricchio
TikTok: @prof..lo2

Divulgação / Leonardo Auricchio
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