Variedades
Anitta lança 'EQUILIBRIVM': Álbum une fé, funk e parceria com Shakira
Novo disco da cantora explora espiritualidade, raízes afro-brasileiras e traz colaborações com Liniker e Marina Sena; foco é o autoconhecimento.
Nesta quinta-feira (16), Anitta apresenta ao mundo seu projeto mais pessoal e ambicioso até o momento: o álbum “EQUILIBRIVM”. Marcando um ponto de virada em sua trajetória, o disco abandona a busca frenética por hits genéricos para mergulhar em uma narrativa que funde o sagrado e o profano, utilizando a espiritualidade de matriz africana e a sonoridade brasileira como alicerces de uma jornada de autoconhecimento.
A Gira Pop: De Carmen Miranda à Pombagira
O álbum é estruturado como uma "gira", termo utilizado em rituais de Umbanda e Candomblé para designar reuniões espirituais. A faixa de abertura, "Desgraça", estabelece o tom ao homenagear Carmen Miranda com um chorinho dos anos 40 que subitamente se transforma em um funk potente. A letra faz referências diretas à estética e à força das Pombagiras, reinterpretadas sob a ótica do empoderamento feminino.
Em "Mandinga", parceria com Marina Sena, a cantora utiliza samples do clássico "Canto de Ossanha", de Vinícius de Moraes e Baden Powell, para construir uma metáfora sobre a sedução e a quebra de padrões patriarcais. O disco não apenas utiliza o som, mas o fundamento das crenças brasileiras para narrar processos de cura que Anitta atravessou desde que enfrentou problemas de saúde em 2022.
Colaborações e Resgate Cultural
Gravado em grande parte na casa da artista no Rio de Janeiro, o álbum exala um espírito colaborativo que percorre diversas camadas da MPB e do R&B contemporâneo. Nomes como Luedji Luna, Liniker, Melly e o trio Os Garotin trazem texturas que vão do samba de roda ao neo-soul.
Um dos pontos altos do projeto é a faixa "Nanã", que resgata o sample de "Cordeiro de Nanã", d'Os Tincoãs. A canção é um manifesto à ancestralidade feminina e à sabedoria dos orixás mais velhos. A diversidade se estende ao cenário internacional com "Choka Choka", uma colaboração surpresa com Shakira que une o funk ao samba, inspirada na energia dos povos indígenas e no festival Quarup.
Fé, Festa e Mercado
A participação de artistas como Rincon Sapiência e Luedji Luna reforça a importância política de "EQUILIBRIVM". Em um país onde o racismo religioso ainda é uma realidade violenta, Anitta utiliza sua projeção internacional para normalizar e celebrar os símbolos do Candomblé e da Umbanda no topo das paradas globais.
"EQUILIBRIVM" não é apenas um disco de música pop; é um documento audiovisual e sonoro sobre o Brasil contemporâneo. Ao equilibrar o tamborzão do funk carioca com os atabaques sagrados, Anitta convida o público a uma "meditação dançante", provando que o sucesso global pode (e deve) estar ancorado na verdade de suas origens. O projeto reafirma que, para a "Girl from Rio", o verdadeiro ouro não é o sucesso comercial, mas o equilíbrio entre corpo, mente e fé.
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