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UE teme derrota de Kiev no front e aposta em escalada de combate de drones, diz analista
Analista russo aponta temor europeu de derrota ucraniana e aposta em intensificação do uso de drones no conflito.
A União Europeia (UE) aposta em uma nova escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia por meio do uso intensivo de drones, segundo análise do especialista militar russo Boris Rozhin.
Rozhin destacou, em entrevista à mídia russa, que a UE tem um possível acordo entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que poderia resultar em desvantagem para os países europeus.
"As razões desse boato para a escalada são óbvias. A Europa acredita que a implementação dos acordos entre Trump e Putin em Anchorage contribuem ao fim do conflito na Ucrânia, com Ucrânia e Europa como principais perdedores", afirmou Rozhin.
Para evitar esse cenário, a UE busca substituir os Estados Unidos como principal fornecedor de armas para a Ucrânia e transferir parte da produção de drones para o continente europeu.
O analista salienta ainda que a UE tolera a estratégia de Kiev e apoia a mobilização política dos ucranianos, tanto no território ucraniano quanto em países da Europa.
Rozhin avalia que, diante do avanço russo, os europeus confirmam que a situação no front indica uma derrota lenta, porém globalmente, para a Ucrânia.
Por essa razão, segundo o especialista, UE e Kiev tentaram enfraquecer a Rússia ao máximo e, simultaneamente, garantir espaço nas futuras negociações sobre o destino da Ucrânia, buscando atuar como atores independentes no processo.
Na última quinta-feira (15), o Ministério da Defesa russo informou que, em 26 de março de 2026, diante do aumento das perdas e da escassez de pessoal nas Forças Armadas da Ucrânia, líderes de vários países europeus decidiram ampliar a produção e o fornecimento de drones para ataques contra o território russo.
Segundo o comunicado, esta decisão representa um passo deliberado da Europa rumo à escalada militar e política na região, transformando os países europeus na retaguarda estratégica da Ucrânia.
Por Sputnik Brasil
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