Variedades
NYT destaca filme brasileiro 'O Filho de Mil Homens' como drama arrebatador
Longa de Daniel Rezende, protagonizado por Rodrigo Santoro, integra lista do The New York Times de filmes estrangeiros imperdíveis no streaming.
O jornal norte-americano The New York Times recomendou a seus leitores cinco filmes estrangeiros para assistir nas plataformas de streaming. Entre os indicados está O Filho de Mil Homens, longa-metragem dirigido por Daniel Rezende e estrelado por Rodrigo Santoro.
Baseado no romance homônimo do escritor português Valter Hugo Mãe, o filme estreou nos cinemas brasileiros em 2025 e está disponível na Netflix. A produção adapta para as telas a sensível narrativa sobre pertencimento e aceitação.
A seleção foi feita pela crítica de cinema Devika Girish, editora do Film Comment e responsável pelas indicações de filmes estrangeiros no NYT. Além do brasileiro, a lista inclui: Bad Girl, da indiana Varsha Bharath; A República dos Gafanhotos, de Daniel McCabe; Um Dia Nossos Segredos Serão Revelados (Prime Video), da alemã de origem franco-iraniana Emily Atef; e 53 Domingos (Netflix), do espanhol Cesc Gay.
O que disse o NYT sobre 'O Filho de Mil Homens'
Segundo o NYT, o filme traça as histórias entrelaçadas de cinco personagens em uma vila costeira no Brasil. O drama, considerado arrebatador, apresenta realismo social com uma atmosfera de fábula. A trama inicia com Crisóstomo (Rodrigo Santoro), um pescador solitário que sonha em ter um filho. Depois, são apresentados Camilo (Miguel Martines), um menino órfão; Francisca (Juliana Caldas), uma mulher com nanismo enfrentando uma gravidez difícil; Isaura (Rebeca Jamir), vítima de violência sexual e forçada ao casamento; e Antonino (Johnny Massaro), um homem gay que lida com a culpa imposta por sua mãe católica.
Cada personagem busca aceitação, mas se depara com rejeição até que seus destinos se cruzam, mostrando que algumas famílias são construídas e escolhidas, não apenas herdadas pelo sangue. O NYT destaca o design de produção minimalista e vibrante, os diálogos poéticos e personagens que equilibram o arquetípico e o humano. Para o jornal, Rezende transforma essa história sobre intolerância — e o amor que a transcende — em algo cósmico, como um conto de fadas atemporal.
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