Variedades

Mingau: 'Agora é preciso lutar pela vida', diz neurologista que atende baixista do Ultraje a Rigor

Equipe médica diz que Rinaldo Oliveira Amaral foi atingido do lado esquerdo da cabeça, e que projétil atravessou o crânio

Agência O Globo - EXTRA 05/09/2023
Mingau: 'Agora é preciso lutar pela vida', diz neurologista que atende baixista do Ultraje a Rigor
Mingau - Foto: Instagram - @mingaultraje

Integrante da banda Ultraje a Rigor, Rinaldo Oliveira Amaral, o Mingau, segue em estado grave na UTI do hospital São Luiz, na zona Sul da capital paulista. Em coletiva nesta terça-feira, os médicos responsáveis pela cirurgia e internação do baixista informaram que a condição é grave, mas é preciso paciência e esperar que o tecido cerebral reaja.

— Até o quarto dia de internação o momento é crítico. É pouco provável que retiremos a sedação agora. Esse é o período de pico de inchaço cerebral e pressão intracraniana — explica Manuel Jacobsen, responsável pela cirurgia de Mingau.

Thiago Romano, diretor da UTI neurológica do Hospital São Luiz, afirmou que toda a equipe multidisciplinar monitora Mingau por meio de um sistema onde um cateter introduzido na massa encefálica durante a cirurgia emite sinais 24 horas por dia.

— Até o momento, pôde-se dizer que é um neurotrauma exclusivo, pois não constatamos complicações em outros órgãos. Mas é preciso parcimônia, agora é preciso lutar pela vida, e só depois analisar o prognóstico — acrescenta Romano.

Segundo ele, Mingau encontra-se sedado e está na fase de controle da hipertensão craniana. Apesar de não terem encontrados restos do projétil, pois a bala entrou pela parte frontal e saiu do lado esquerdo, foi necessário retirar partes do crânio estilhaçadas pela bala. Novas cirurgias não são descartadas.

— No pós-operatório de uma cirurgia, podem surgir abcessos, que são tecidos mortos no local, e aí é necessário uma drenagem. Ou ainda uma inflamação no líquido cefalorraquidiano que envolve o cérebro — disse Jacobsen.

Na noite de sábado, o artista foi alvo de uma tentativa de assalto em Paraty, no Rio de Janeiro. De acordo com a equipe médica, o projétil atravessou o crânio, atingindo a parte do cérebro responsável pela fala e condições motoras.

*Estagiária sob supervisão de Mauricio Xavier