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Queda de helicóptero: parente de colombianas mortas recupera fotos tiradas na véspera do acidente e agradece carinho dos cariocas
Apesar da tragédia vivida no Rio de Janeiro, Victor Manrique, parente das vítimas, exalta a hospitalidade e o apoio que tem recebido na cidade
“Ela me deu um abraço, dizendo que sentia muito pelo que aconteceu, e chorou junto comigo”, escreveu o colombiano Victor Manríque em suas redes sociais, ao contar como foi recebido por uma atendente do Centro de Visitantes Paineiras, que o ajudou a recuperar, nesta segunda-feira, algumas das últimas fotografias tiradas no Cristo Redentor com Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo. As três colombianas são suas familiares, mortas na queda de um helicóptero que aconteceu no dia 8, no Alto da Boa Vista, Zona Norte do Rio, e também matou o piloto Alessandro Rocha. O parente também utilizou a publicação para agradecer aos cariocas pelo acolhimento que tem recebido na cidade após a tragédia sofrida por suas parentes.
'Perdi metade da minha família':
'Nós deveríamos ter ido naquele helicóptero’,
Filho de Rocio, irmão de Wendy, e tio de Sofia, Victor integrava um grupo de seis familiares colombianos que viajavam pelo Rio de Janeiro para os 15 anos de Laura Manríque, sua filha. Um dos eventos comemorativos foi uma viagem turística de helicóptero. O trio falecido foi o primeiro grupo a voar e morreu após a aeronave cair e se incendiar nas proximidades da Vista Chinesa. As outras três pessoas restantes, Victor, sua filha e sua esposa, Daniela Castañeda, aguardavam em um hangar, no Aeroporto de Jacarepaguá, para embarcarem na segunda viagem, que não aconteceu devido à queda.
Antes da fatalidade, os seis chegaram a visitar diversos pontos turísticos cariocas, como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor. Foi rememorando a visita ao monumento de braços abertos que Victor enxergou um lampejo de esperança de encontrar alguns dos últimos retratos de sua mãe, sua irmã e sua sobrinha. O grupo visitou o Corcovado no dia 7, um dia antes do incidente, e foi capturado por fotógrafos locais, que disponibilizam fotos para vendas e enquadramentos via internet.
“Hoje vim ao Centro de Visitantes Paineiras para ver se conseguia encontrar as fotos que tiramos um dia antes do acidente. Quero agradecer, de coração, a todas as pessoas que nos apoiaram. A responsável pela área de fotos, chamada Gabriela, procurou pelas fotos, mesmo já tendo passado mais de uma semana. Graças a Deus, ela conseguiu encontrá-las e nos presenteou com elas. Ela me deu um abraço, dizendo que sentia muito pelo que aconteceu, e chorou junto comigo”, escreveu Manríque, em seu Instagram.
Apesar de ter vivido uma experiência traumática no Rio, Victor demonstra gratidão pelo apoio recebido na cidade para lidar com a tragédia que assola a sua família: “esse carinho também tem sido demonstrado pelas pessoas que encontramos nos Ubers, no metrô, nos restaurantes e em tantos outros lugares. Estou muito agradecido por todo o amor e carinho do povo brasileiro. Minha eterna gratidão. Muito obrigado, de coração”.
Relembre o caso
Victor e a família haviam contratado por R$ 4,4 mil um pacote turístico para sobrevoar a cidade com a empresa Voos Rio Panorâmico. Como eram seis pessoas, o grupo foi dividido em dois. Rocio, Wendy e Sofia embarcaram primeiro e decolaram de Jacarepaguá por volta das 10h40. No hangar, ficaram Victor, sua mulher, Daniela Castañeda, e a filha do casal, Laura Manrique, que fariam o passeio assim que o helicóptero retornasse.
O homem contou que chegou a trocar mensagens com os familiares enquanto aguardava o retorno da aeronave, mas, em determinado momento, elas pararam de responder. Cerca de uma hora depois, soube da queda por portais de notícias.
Hoje vim ao Centro de Visitantes Paineiras para ver se conseguia encontrar as fotos que tiramos um dia antes do acidente. Quero agradecer, de coração, a todas as pessoas que nos apoiaram.
A responsável pela área de fotos, chamada Gabriela, procurou pelas fotos, mesmo já tendo passado mais de uma semana. Graças a Deus, ela conseguiu encontrá-las e nos presenteou com elas. Ela me deu um abraço, dizendo que sentia muito pelo que aconteceu, e chorou junto comigo.
Os corpos das três colombianas foram velados no domingo, oito dias após o acidente. A cerimônia de despedida de Rocio, Wendy e Sofia aconteceu na Capela 2 do Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Portuária. Ao todo, até o momento, 21 familiares vieram da Colômbia para acompanhar o andamento das investigações, a cargo da 19ª DP (Tijuca). Os parentes aguardam liberação judicial para cremar os corpos.
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