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Família de colombianas mortas em acidente de helicóptero aguarda liberação judicial para cremação dos corpos

Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo foram veladas no último domingo, no Cemitério do Caju, entretanto, os cadáveres continuam à disposição da investigação da queda da aeronave.

Agência O Globo - 18/08/2026
Família de colombianas mortas em acidente de helicóptero aguarda liberação judicial para cremação dos corpos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Parentes de Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, as colombianas mortas na queda de um helicóptero próximo à Vista Chinesa no último dia 8, desejam cremar os três corpos, mas enfrentam embargos judiciais. O acidente é investigado pela Polícia Civil; por isso, a cremação só será liberada com uma decisão da Justiça, que ainda não tem prazo definido para ser expedido, segundo o advogado Thalles Andrade, que presta assessoria jurídica à família das vítimas.

'Elas morreram abraçadas'

De acordo com ele, falta um laudo de necrópsia dos corpos, que será feito pelo Instituto Médico-Legal (IML), para que um alvará de liberação judicial para a cremação possa ser solicitado. A estimativa é que o documento esteja pronto em até 30 dias, contados a partir do início das investigações.

— Esse alvará judicial é uma autorização para haver a cremação dos corpos. Por que há necessidade disso? Porque se tratando de uma morte violenta, como nesse caso do acidente aéreo, quando há a cremação dos corpos, acabam-se provas importantes para a investigação — disse o advogado.

A família das vítimas deseja realizar a cremação no Rio de Janeiro. Ao todo, 21 parentes acompanham em solo carioca as investigações do caso e os desdobramentos para a liberação dos corpos. Destes, três pessoas estavam na viagem junto das mulheres falecidas. Victor Manríque, filho de Rocio, irmão de Wendy e tio de Sofia, estava junto delas e de sua esposa Daniela Castañeda para comemorar o aniversário de 15 anos de Laura Manríque, sua filha.

Na tarde do último domingo, as colombianas foram veladas, oito dias depois do acidente, na Capela 2 do Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, na Zona Portuária. O IML informou que "os corpos de Rocío Cubillos, Wendy Manrique e Sofía Murillo foram identificados na terça-feira, por meio de exames odontológicos e antropológicos, e liberados para os familiares". Entretanto, como explicado por Thalles, os restos mortais ainda não puderam ser cremados.

A demora na identificação e liberação dos corpos marcou os dias seguintes à queda. Ao longo da semana, parentes das vítimas cobraram agilidade do Instituto Médico-Legal (IML):

— Nós já tivemos uma tragédia, que é perder nossos familiares, e agora temos que ter uma segunda tragédia de esperar aqui uma, duas, três semanas por uma identificação que, por lógica, já poderia ter sido feita — afirmou Victor, dois dias após a queda.

Relembre o caso

Victor e a família haviam contratado por R$ 4,4 mil um pacote turístico para sobrevoar a cidade com a empresa Voos Rio Panorâmico. Como eram seis pessoas, o grupo foi dividido em dois. Rocio, Wendy e Sofia embarcaram primeiro e decolaram de Jacarepaguá por volta das 10h40.

No hangar, ficaram Victor, sua mulher, Daniela Castañeda, e a filha do casal, Laura Manrique, que fariam o passeio no segundo voo. A viagem ao Rio tinha como motivo especial a comemoração dos 15 anos de Laura.

Victor contou que trocou mensagens com os familiares enquanto aguardava o retorno da aeronave. Em determinado momento, porém, elas pararam de responder. Cerca de uma hora depois, ele soube da queda por meio de portais de notícias.

A Polícia Civil afirmou que "a investigação está em andamento na 19ª DP (Tijuca), e outras diligências são realizadas para apurar as causas da queda da aeronave".