RJ em Foco
Prefeitura terá operação 24 horas contra ambulantes clandestinos na orla da Zona Sul
Ação começa na quinta-feira com 138 agentes distribuídos entre Leme, Copacabana, Ipanema, Arpoador e Leblon para impedir a instalação de carrinhos e o abastecimento do comércio irregular.
Em meio às reclamações de que ambulantes clandestinos tomam a orla da Zona Sul, inclusive com caixas de som durante a noite, como mostrado reportagens de O GLOBO , o prefeito Eduardo Cavaliere anunciou, nesta semana, que, a partir da próxima quinta-feira, terá uma nova estratégia para tentar ordenar as atividades, que vai cobrir Leme, Copacabana, Ipanema, Arpoador e Leblon, numa política de tolerância zero .
Ao todo, 138 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública atuam 24 horas por dia, em duplas e em turnos de 12 horas, para tentar impedir a instalação de carrinhos e o fornecimento de mercadorias para ambulantes clandestinos.
— Quem não tem autorização para trabalhar no calçadão não vai atuar. Isso sempre foi proibido. A diferença é que criamos um protocolo para que isso não aconteça mais. Vamos, inclusive, implantar uma espécie de controle de acesso à praia nas ruas transversais para coibir esse tipo de atividade — disse o prefeito.
O plano mapeou 69 pontos de acesso à orla. Cada dupla de fiscais será responsável por monitorar o entorno. Só no Leme e em Copacabana, serão 30 pontos de controle, que se estendem, por exemplo, pela Avenida Princesa Isabel, Rua Miguel Lemos e Praça do Lido. Ipanema terá 21 equipes e o Leblon, outras 15; enquanto o Arpoador terá mais três.
O modelo que será empregado toma como base a posição de que uma ocupação mais eficaz desestimula o comércio irregular. Ainda assim, cada região segue uma estratégia conforme a realidade local. No início do ano, quando o forte calor do verão atraiu multidões para o Arpoador, inclusive de madrugada, a decisão tomada fechar foi a Pedra do Arpoador ao público entre 21h e 4h. Entre 21h e 23h, os agentes atuam para a retirada de banhistas que permanecerem no local.
Em maio, o município também passou a usar drones para monitorar o entorno do Saara e da Rua Uruguaiana. E, na semana passada, anunciou ações para ordenar o entorno da Escadaria Selarón, na Lapa.
Essa não foi a primeira iniciativa da prefeitura para tentar ordenar a orla. Ao longo das últimas décadas, vários projetos foram anunciados. Em 2007, o então prefeito Cesar Maia criou um comitê gestor da orla para ajudar as ações planejadas de controle urbano. Antes, ele já havia editado um decreto consolidando todas as atividades permitidas e proibidas nas praias da cidade. Nos últimos anos, também foram anunciadas inúmeras iniciativas para combater o comércio ambulante clandestino, o uso de equipamentos de som e a venda de churrasquinho na areia, que não conseguem eliminar as irregularidades.
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