RJ em Foco
Rio elabora plano para enfrentar os impactos do El Niño
Fenômeno natural do Oceano Pacífico tropical é capaz de influenciar o clima do mundo ao alterar ventos e regimes de chuva
Com o risco do El Niño provocar mudanças nos próximos meses, como temperaturas acima da média histórica, ondas de calor mais frequentes e períodos de estimativa alternados com chuvas intensas, o governo do Rio de Janeiro elaborou um plano para reduzir os riscos dos efeitos do fenômeno.
Paralisação:
Disputa de poder:
O El Niño é uma característica natural do Oceano Pacífico tropical, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas na faixa equatorial. A condição é capaz de influenciar o clima do mundo ao alterar ventos e regimes de chuva. Os impactos deverão ser sentidos de maneiras distintas pelo país a partir de junho: o Sul pode sofrer tempestades de alta magnitude, enquanto o Centro-Oeste e o Norte podem sofrer com a intensificação da seca e a alta na devastação por incêndios. No Sudeste, os impactos costumam ser mais irregulares. O padrão mais comum envolve períodos de calor persistente, alterações na frequência das frentes frias e mudanças na distribuição das chuvas ao longo da estação chuvosa.
As ações são coordenadas pela Secretaria de Estado de Defesa Civil (SEDEC-RJ), que mantém monitoramento com o Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ). O Rio tem protocolos escalados de resposta e criou uma Força Especializada da Defesa Civil, preparada para atuar em qualquer região do estado em situações de desastre. O Corpo de Bombeiros também já colocou em operação a Operação Extinctus 2026 , plano de prevenção e combate a incêndios florestais durante os meses de estiagem.
Outras pastas também estão elaborando planos de resposta aos possíveis eventos climáticos. A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), por exemplo, tem atualizado os cenários de risco, o acompanhamento das condições da Bacia do Paraíba do Sul — considerado uma das principais preocupações para o abastecimento hídrico do estado. A Cedae, por sua vez, ampliou o monitoramento dos mananciais com uso de sensores, drones, câmaras de alta tecnologia e acompanhamento. A estrutura permite identificar alterações na qualidade ou disponibilidade hídrica com antecedência, acionando medidas preventivas para garantir a segurança do abastecimento.
Crimes em 1996 e 2006:
Já a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) fará, em parceria com a Fiocruz, uma capacitação específica sobre o El Niño para gestores municipais, fortalecendo a capacidade de resposta da rede de saúde.
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