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Greve de ônibus: Rio Ônibus culpa baderneiros e o Sindicato dos Rodoviários por frota na rua não chegar a 80%

Nota diz ainda que, independentemente das negociações que estão em curso, os motoristas terão um reajuste salarial de 4,39% no próximo pagamento

Agência O Globo - 01/07/2026
Greve de ônibus: Rio Ônibus culpa baderneiros e o Sindicato dos Rodoviários por frota na rua não chegar a 80%
Greve de ônibus no Rio deixa passageiros em filas e coletivos lotados - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Rio Ônibus — que representa as empresas — divulgou uma nota, nesta quarta-feira, responsabilizando baderneiros e o Sindicato dos Rodoviários do município do Rio de Janeiro pelo não cumprimento da ordem judicial que determinava a circulação de 80% da frota neste terceiro dia da greve da categoria. Segundo o documento, o sindicato não enviou a escala de trabalho aos motoristas. Já algumas pessoas estariam ameaçando os profissionais dispostos a trabalhar. Além disso, também estariam vandalizando os coletivos.

Paralisação:

Disputa de poder:

A nota diz ainda que, independentemente das negociações que estão em curso, os motoristas terão um reajuste salarial de 4,39% no próximo pagamento.

Mais cedo, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, em entrevista ao Bom Dia Rio, que determinava a circulação de uma frota mínima nesta quarta-feira.

Crimes em 1996 e 2006:

Segundo a prefeitura, o Rio tem um frota de 2.880 coletivos. Nesta quarta-feira, no entanto, só haviam 1.650 Ônibus nas ruas, número bem abaixo do que foi determinado pela Justiça. Abaixo, segue a íntegra da nota do Sindicato Rio Ônibus.

"O Rio Ônibus vem comunicar, especialmente aos motoristas de ônibus que não estão trabalhando por determinação do presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, que independentemente das negociações que estão em curso, no próximo pagamento - referente ao mês de junho - já terão um reajuste salarial de 4,39%. Essa é mais uma demonstração que tem como propósito contribuir para a pacificação do conflito e viabilizar o encerramento da greve.

Do Leme à Prainha:

Infelizmente, por conta do descaso do Sindicato dos Rodoviários - que não enviou as escalas aos motoristas - e dos baderneiros que estão vandalizando coletivos e agredindo os profissionais que resolveram trabalhar, a operação de hoje, mais uma vez, não atingiu o percentual determinado pela Justiça, de 80%.

O compromisso do Rio Ônibus é, acima de tudo, com os passageiros. Trabalhamos com total transparência e, ao contrário do que afirma a Prefeitura do Rio, os nossos dados já eram públicos e acessíveis a todos, inclusive à imprensa e à própria Prefeitura, muito antes da implantação do Jaé e do fim do dinheiro a bordo. O que não acontece com a Mobi-Rio, cujos dados não são disponíveis para consulta em tempo real.

Drones e operações integradas:

Mais uma vez, pedimos aos motoristas que se dirijam às garagens e retornem ao trabalho imediatamente. A população carioca precisa ser atendida".