RJ em Foco
Violência doméstica e vídeo imitando macaco: quem é o pai de argentina acusada por racismo no Brasil
Empresário do setor de transportes já foi preso por denúncia de agressão e volta ao centro do caso após gesto em bar na Argentina
O vídeo em que Mariano Páez aparece imitando um macaco em um bar reacendeu discussões sobre os antecedentes do pai da turista Agostina Páez, investigada por racismo no Rio de Janeiro. Empresário do setor de transportes, Páez já havia sido denunciado por violência de gênero por uma ex-companheira, chegando a ser preso por algumas semanas no ano passado.
O caso envolvendo Agostina teve início em janeiro, em Ipanema, Zona Sul do Rio, quando ela foi flagrada fazendo gestos racistas contra funcionários de um bar. Por conta da investigação, a turista permaneceu mais de 70 dias no Brasil.
Mariano Páez é figura conhecida em Santiago del Estero, na Argentina, onde comanda a empresa MAPO SRL, responsável pela linha 4 de ônibus em La Banda, a segunda maior cidade da província.
No final do ano passado, antes do episódio envolvendo sua filha no Brasil, Páez foi denunciado por violência de gênero por Stefany Budán, sua então ex-companheira. Ele chegou a ser preso por algumas semanas. Posteriormente, o casal reatou o relacionamento, e Budán estava presente no bar onde Páez realizou o gesto que voltou a repercutir.
Durante o conflito, Páez enviou um áudio à advogada de Stefany, dizendo: “Eu reparo o dano se você fingir que é louca, o que quiser. Você põe o valor e eu digo se aceito ou não.”
Semanas após a divulgação do áudio, Stefany participou de um programa de streaming local e relatou episódios de violência física e psicológica que teria sofrido. Ela também alegou que Javier Leiva, então advogado de Páez, teria feito uma insinuação de cunho sexual.
Outro episódio envolve o advogado Leandro Jiménez, que representou Stefany. Segundo ele, Páez teria feito ameaças, afirmando dispor de “US$ 80 mil disponíveis” para mandar matá-lo, após recusa em aceitar propostas de acordo.
O vídeo mais recente, gravado em um bar em Santiago del Estero, mostra Mariano Páez repetindo o gesto de macaco que motivou a investigação contra sua filha no Brasil. A gravação repercutiu tanto na Argentina quanto no Brasil, reacendendo o debate sobre o caso.
Após o episódio, Agostina Páez declarou em suas redes sociais que não é responsável pelas ações do pai. A advogada brasileira que a defende no processo no Rio de Janeiro, Carla Junqueira, também se manifestou, ressaltando que “os filhos não são responsáveis pelo que fazem seus pais”.
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