RJ em Foco
Argentina acusada de racismo no Rio é recepcionada por ex-ministra de Milei em Buenos Aires
Agostina Páez, ré por injúria racial, retorna ao país natal após decisão judicial e recebe apoio de Patrícia Bullrich, símbolo da direita argentina.
A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial após imitar um macaco para funcionários de um bar em Ipanema no início do ano, retornou à Argentina na última quarta-feira (26). Ré na Justiça fluminense, Agostina só conseguiu viajar após o pagamento de fiança no valor de R$ 97 mil e a retirada da tornozeleira eletrônica que usava por decisão judicial.
Ao desembarcar no aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, Agostina foi recebida com flores, abraços e manifestações de apoio, além de declarações polêmicas em que se autointitulou "inimiga número 1 do Brasil" e afirmou que brasileiros "tratam mal" os argentinos. Entre os registros compartilhados em seu Instagram, onde soma 68,5 mil seguidores, ela aparece ao lado da senadora Patrícia Bullrich, ex-ministra de Segurança Nacional no governo de Javier Milei e uma das principais representantes da direita argentina. "Obrigado por tudo" ("Gracias por todo"), escreveu Agostina na publicação com Bullrich.
Pelo perfil pessoal, Bullrich, que disputou a presidência da Argentina em 2023, também compartilhou o encontro com Agostina, parabenizando o "grande trabalho" dos advogados que possibilitaram a liberação da influenciadora das medidas cautelares, destacando ainda o "apoio inabalável da família e o respaldo do governo". "Hoje só existe uma coisa importante: que está aqui", afirmou a senadora, que posou em selfie ao lado de Agostina e aconselhou: "Aproveite os amigos e a família".
Em vídeo gravado durante o encontro, Bullrich comentou a decisão do juiz brasileiro que beneficiou Agostina, dizendo que "tinham feito tudo errado". Após ouvir da influenciadora que seus dias "pararam por três meses", Bullrich acrescentou: "Você viveu uma experiência que irá fortalecê-la na vida".
Prisão, tornozeleira e habeas corpus
Agostina Páez passou a usar tornozeleira eletrônica em 21 de janeiro, quando foi formalmente denunciada por injúria racial após gestos ofensivos feitos em um bar de Ipanema. O caso ganhou ampla repercussão à época. Em fevereiro, a Polícia Civil do Rio prendeu a estrangeira em um apartamento alugado em Vargem Pequena, Zona Oeste, mas o mandado de prisão foi revogado pela Justiça poucas horas depois.
No início desta semana, o juiz Luciano Barreto Silva, do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu habeas corpus à argentina e criticou a manutenção das medidas cautelares impostas pela primeira instância, mesmo com o avanço do processo. A decisão foi considerada um revés ao juízo original, obrigando a revisão das restrições.
O magistrado determinou o pagamento de 60 salários mínimos, a retirada da tornozeleira eletrônica (ocorrida na terça-feira) e comunicou a Polícia Federal para autorizar a saída de Agostina do Brasil.
No último dia 24, foi realizada audiência de instrução e julgamento na 37ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, com a presença de Agostina e das três vítimas.
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