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Novo prefeito do Rio propõe ampliar Grupo Especial para 15 escolas; Liesa impõe condições
Ampliação depende de votação entre as agremiações, construção de novos barracões, aumento dos repasses e garantia de previsibilidade financeira, afirma Gabriel David
O novo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, anunciou nesta sexta-feira (20), durante sua coletiva de posse, a intenção de ampliar o Grupo Especial do Carnaval carioca de 12 para 15 escolas de samba. A proposta, entretanto, enfrenta desafios práticos e regulamentares.
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Passagem de carga
De acordo com Cavaliere, trata-se de uma ideia inicial, que envolve o aumento da subvenção e do número de barracões para acomodação nas escolas.
Pelas redes sociais, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, respondeu ao anúncio e ressaltou que a decisão não cabe à prefeitura, mas sim às escolas. “Quem altera o regulamento do carnaval são as próprias escolas”, afirmou, explicando que qualquer mudança precisa ser aprovada em plenário, ainda não convocada.
No início da semana, às vésperas de deixar o cargo para disputar o governo do estado, o ex-prefeito sugeriu a inclusão de três agremiações tradicionais atualmente na Série Ouro: Estácio de Sá, União da Ilha do Governador e Império Serrano, ampliando de quatro para cinco o número de escolas desfilando por noite.
Desde o Carnaval de 2025, o Grupo Especial passou de dois dias de desfiles, com seis escolas por noite, para três dias, com quatro agremiações em cada. Essa decisão foi tomada em plenário pela Liesa em maio de 2024.
Obstáculos
Em seu pronunciamento, Gabriel David destacou que o projeto já está sendo discutido com a prefeitura e a RioTur, mas impôs três condições para que avance. Uma delas é a limitação de espaço na Cidade do Samba, que atualmente não comporta barracões para 15 escolas.
O presidente da Liesa também destacou a necessidade de repasses maiores para manter a qualidade dos desfiles. Segundo ele, no último Carnaval, cada escola recebeu R$ 14 milhões da prefeitura.
“Não podemos permitir que um ano com quinze desfiles resulte em apresentações inferiores às das doze desfiles do ano anterior”, afirmou David.
Se as condições forem atendidas, o presidente da Liesa acredita ser possível implementar a mudança já no Carnaval de 2027. “O desafio está lançado pelo atual prefeito Cavaliere”, destacou.
A posse também marcou a saída formal de Eduardo Paes, que deixa a prefeitura para disputar o governo do estado. Ao transferir a carga, Paes classificou Cavaliere como responsável pela continuidade de seu projeto de gestão. O novo prefeito comandará a capital fluminense até 2028.
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