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Hotel à luz de velas, comerciantes com prejuízo, moradores e turistas insatisfeitos: novo apagão em Copacabana dura cerca de 14 horas
Segundo a light, cabo subterrâneo apresentou defeito causando uma sobrecarrega no sistema
Menos de dois meses após apagão que deixou as principais ruas de e Leme, na Zona Sul do Rio,, consumidores enfrentaram novamente falta de luz na região. Por cerca de 14 horas, desde as 22h de domingo, em pleno carnaval e com a ocupação da rede , o bairro que mais recebe turistas na cidade foi mais uma vez prejudicado pela interrupção no fornecimento de energia.
Segundo a concessionária , o serviço já foi totalmente restabelecido para os bairros do Leme e de , "após reparo de cabo subterrâneo que apresentou defeito e causou uma sobrecarrega no sistema". A empresa ressaltou que geradores seguem na região e poderão ser acionados em caso de contingência.
Em mensagem automática enviada a consumidores logo depois das notícias sobre o apagão começarem a circular, a informou que o problema teria sido causado por uma sobrecarga na rede e que cerca de 100 técnicos estavam nas ruas para que o serviço fosse normalizado até o meio-dia de segunda-feira.
No entanto, o apagão, que ocorreu num momento em que a cidade enfrenta o nível 3 de calor, mais uma vez causou transtornos a moradores, turistas e principalmente comerciantes.
À luz de velas, o recepcionista Francisco Elton, do Hotel Nacional INN, localizado na rua Belford Roxo, contou que o estabelecimento estava lotado.
— Com a falta de luz, não conseguimos oferecer o serviço que o nosso cliente merece. Já temos hóspedes que cancelaram as suas diárias. É ruim para Rio! — desabafou.
O argentino Agustin Rodriguez está hospedado com amigos na região e, para sua surpresa, quando chegou de madrugada, após acompanhar o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, o apartamento alugado estava sem luz.
— Foi uma surpresa quando cheguei. Ficar sem luz é terrível, ainda mais no calor do Brasil. Não esperava por isso no carnaval. Por sorte, estou indo para Ilha Grande — disse aliviado.
Também sem luz, o restaurante Brasinha Copa permaneceu fechado durante a manhã de segunda-feira. O garçom Jeferson do Santos disse estar apreensivo com a possibilidade de os alimentos estragarem.
— Já era para estarmos abertos e trabalhando. Sem luz, não conseguimos fazer nada. Com certeza vamos perder clientes — disse, acrescentando que o estabelecimento teria que alugar um gerador para tentar amenizar o prejuízo caso a luz não retornasse.
A síndica do Edifício Robert, localizado na Avenida Prado Júnior, Patrícia Saine, afirma ter ficado preocupada com a locomoção dos moradores, majoritariamente idosos, que vivem no condomínio.
— Primeiro a prioridade, depois o resto, destacou Carla Soares. Ela comentou que a falta de luz a atinge, principalmente, por conta da mãe cadeirante. O porteiro José Gomes, do condomínio Bruno, precisou ajudá-la para descer do 8⁰ andar.
Nas redes sociais, moradores publicaram que as ruas mais afetadas foram a Duvivier, Ronald de Carvalho e Rodolfo Dantas, além de trechos da Rua Barata Ribeiro.
Às 22h de domingo, a designer Raphaela Moraes, de 26 anos, viu o apartamento onde mora, na Avenida Nossa Senhora de , 249, ficar às escuras. Até a manhã seguinte, o serviço ainda não havia sido normalizado.
Sem previsão clara da concessionária, ela passou a noite preocupada com a bateria do celular, com a água do prédio — que depende de energia — e com a possibilidade de perder alimentos e medicamentos guardados na geladeira de vizinhos idosos.
Moradora do bairro há seis meses, Raphaela afirma que o que mais revolta não é apenas o apagão, mas a falta de informação. Ao procurar equipes da na rua, ouviu versões diferentes sobre o problema.
— Alguns falaram que não podiam dar previsão porque nem sabiam direito o que estva acontecendo. Disseram que o problema são cabos que derreteram, mas não deram detalhes. Um acha que volta hoje, outro disse que talvez nem volte.
- Eu tenho o direito de me planejar. Se preciso ir para a casa dos meus pais, em Niterói, ou não. Muita gente aqui não tem essa opção - , disse.
Foliões são impactados pelo apagão
Até os foliões, que desde sábado lotam as ruas do bairro para se juntarem aos blocos, relataram que a falta de energia afetou o fornecimento de água atrasando a saída para a rua.
— A gente não conseguiu dormir bem, calor muito grande, acabou faltando água também porque a água não sobe para o apartamento, não tem como tomar banho, não tem como dormir, está muito ruim. Eu poderia já estar no bloco — relatou Felipe Fernandes, médico anestesista que veio de São Paulo para o Rio para curtir a folia.
Leonardo Farache, médico, pontuou que estava virado por conta do calor.
— Ficar 24 horas sem tomar banho e sem beber água também, é impossível. Estou sem celular porque eu não consigo carregar, eu não consigo falar com a minha irmã, minha prima, com os amigos, eles devem estar preocupados por isso.
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