RJ em Foco
Prefeitura do Rio e governo do estado devem ter 26 mudanças do primeiro escalão nas próximas semanas
Metade do secretariado do governo do estado deve ser mudada; essa lista inclui dois remanescentes da ruptura entre Castro e Bacellar. Na prefeitura, dez futuros candidatos terão que deixar a gestão municipal até o início de abril
As prováveis renúncias do governador Cláudio Castro (PL) e do prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) para concorrer às eleições em 2026 não serão as únicas mudanças nos palácios Guanabara e da Cidade, respectivamente: só no primeiro escalão do governo estadual podem acontecer 16 trocas— metade das secretarias —; e, no secretariado da prefeitura da capital, a expectativa é de dez novos nomes.
Liquidante do Banco Master
Burocracia, disputas judiciais e brigas políticas:
Mudanças são praxe em ano de calendário eleitoral. A lei prevê que ordenadores de despesas deixem seus cargos públicos caso não concorram à reeleição. Por isso, Castro, que pretende se candidatar a senador, e Paes, pré-candidato ao governo fluminense, precisam renunciar. Na prefeitura, o vice Eduardo Cavaliere (PSD) assumirá o comando do município. Ele inclusive já vem concentrando parte das decisões e comandou a última reunião orçamentária com os secretários.
Para o governo do Rio, a sucessão será decidida em uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Após a prisão e o afastamento de Rodrigo Bacellar (União), até ano passado favorito a ganhar o pleito, o resultado é uma das incógnitas do calendário pré-eleitoral. Cláudio Castro decidiu indicar o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, para o mandato tampão até dezembro.
Outros três nomes são cotados: o secretário de Cidades, Douglas Ruas (PL); o presidente interino da Alerj, Guilherme Delarolli (PL); e o secretário nacional de Assuntos Parlamentares, André Ceciliano (PT). A eleição acontece em até 30 dias após a renúncia do governador.
Antes disso, Castro deve promover duas mudanças políticas em seu secretariado. Dois nomes ligados a Bacellar, com quem rompeu relações em julho passado, devem deixar o governo. A secretária de Educação, Roberta Barreto, deve ser substituída nas próximas semanas por Luciana Martins Calaça, presidente da Fundação Leão XIII. A pasta foi “conquistada” por Bacellar após sua primeira eleição como presidente da Alerj, em 2023.
Segundo Roberta Barreto, no entanto, não há mudança prevista na pasta.
“A Secretaria de Estado de Educação esclarece que não procede a informação de que a atual gestão deverá passar por uma ampla reformulação em sua estrutura de comando nos próximos dias”, disse ela em nota.
Outro nome ligado a Bacellar que deixará o Palácio Laranjeiras é André Moura, secretário de Governo. A pasta já foi ocupada pelo presidente afastado da Alerj, que o indicou para o cargo. Moura é sergipano, concorrerá a senador pelo estado do Nordeste e terá que se descompatibilizar no prazo. Ao contrário de outros secretários, ele não indicará seu substituto, nome que deve sair de um acordo com a base governista da Casa.
Dois secretários ainda não decidiram se sairão do governo para tentar a carreira política. O coronel Marcelo Menezes, comandante da Polícia Militar, e o delegado Felipe Curi, chefe da Polícia Civil, são cortejados pelo Partido Liberal a uma vaga de deputado estadual e federal, respectivamente. Apesar do martelo não estar batido, o governo já estuda nomes para substituí-los.
Sem disputa política
Na prefeitura do Rio, Cavaliere deve assumir efetivamente em 20 de março e também pode promover trocas no primeiro escalão por causa das eleições. No município, porém, não há a previsão de mudanças das forças políticas.
Duas vereadoras que estão no primeiro escalão tentarão alçar voos maiores: Joyce Trindade (PSD), secretária da Mulher, e Tatiana Roque (PSB) vão disputar vaga na Alerj e na Câmara dos deputados, respectivamente.
Vão tentar a reeleição em Brasília os deputados Renan Ferreirinha (PSD), secretário de Educação; Daniel Soranz (PSD), secretário de Saúde; e Marcelo Queiroz (PP), secretário de Administração.
Mais lidas
-
1DIREITOS TRABALHISTAS
Quando é o quinto dia útil de janeiro de 2026? Veja as datas de pagamento
-
2BALANÇO DO RECESSO JUDICIAL
Violência contra a mulher representa quase metade dos processos no Plantão Judiciário durante recesso
-
3TRABALHO
Calendário de 2026 concentra feriados em dias úteis e amplia impacto sobre a gestão do trabalho
-
4ABONO SALARIAL
PIS/Pasep 2026: confira o calendário de pagamentos e saiba quem tem direito ao benefício
-
5TRIBUTOS MUNICIPAIS
IPTU 2026: saiba quais imóveis no Rio de Janeiro ficam isentos do imposto neste ano