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Após operação no Rio, Motta diz que plenário da Câmara vota PEC da Segurança ‘imediatamente depois de sair da comissão’
Relator disse que texto deve ser votado na comissão no início de dezembro
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta terça-feira que deve adotar uma tramitação célere na De acordo com ele, o texto será votado pelo plenário logo após sair da comissão especial.
– Vamos votar imediatamente ao sair da comissão especial – declarou.
Mais cedo, o deputado Mendonça Filho (União-PE), relator da PEC, disse que a proposta deve ser votada no início de dezembro pela comissão. Ele deve apresentar o texto no final de novembro.
Mendonça disse que a tramitação do texto, que antes estava previsto para ser votado no final de dezembro, foi acelerada a pedido do presidente da Câmara após operação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 60 mortos hoje.
A PEC reforça o papel da União e é considerada umas prioridades do governo. Depois de passar pela Câmara, o texto ainda precisa ser votado pelo Senado.
De oposição ao governo, Mendonça disse que a PEC não pode ser acelerada mais do que previsto no calendário citado por ele.
– Era para o final de dezembro, a gente vai antecipar pelo menos uns 30 dias o calendário. Não estamos tratando de uma legislação qualquer, estamos alterando a Constituição Federal. O prazo é bastante razoável. Quem quiser acompanhar sabe que a gente está fazendo duas audiências públicas por semana. Agora também não vou adotar a pressa que aniquila o verso, atrapalha a ação, o bom trabalho.
Em setembro, na versão mais recente do relatório, Mendonça já havia proposto incluir no texto ações para fazer frente ao avanço do crime organizado, como dificultar a progressão de regime para líderes de organizações criminosas, prisão em segunda instância "antes do trânsito em julgado" e o anonimato de juízes que processam as facções.
Após a operação no Rio, o governo passou a cobrar a Câmara que a PEC da Segurança seja votada o quanto antes. Em resposta, Motta disse que o Palácio do Planalto também precisa enviar um projeto de lei antifacção, que foi anunciado na semana passada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
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