Política

Alckmin: Problema fiscal do Brasil não será resolvido com recessão

Candidato destaca a importância do crescimento econômico

Estadao Conteudo 21/10/2026
Alckmin: Problema fiscal do Brasil não será resolvido com recessão
Geraldo Alckmin - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quarta-feira, 21, que o problema fiscal no Brasil não pode ser solucionado por meio de cortes de gastos que prejudicam os mais pobres. Segundo Alckmin, esse modelo foi recentemente adotado pela Argentina, resultando em recessão econômica.

“O que eu vejo, até pela experiência, é que não vamos resolver o problema fiscal com recessão, modelo argentino. A economia entra em recessão, empresas fecham, pessoas perdem o emprego e o poder de compra, aumentam a pobreza. Precisamos fazer a economia crescer”, disse Alckmin a jornalistas em São Paulo.

Para ele, o Estado não é um bom “executor”, mas pode atuar como um importante indutor da economia. Assim, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) junto a uma redução no ritmo das despesas pode melhorar a relação dívida/PIB.

“Vamos fazer ajuste fiscal, focando em desperdícios e privilégios, mas mantendo os ganhos da população trabalhadora e da classe média”, afirmou Alckmin, que citou possíveis medidas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e do teto do MEI.

Sobre a reta final da campanha, Alckmin destacou um movimento significativo de mobilização nas ruas e nas redes sociais. Ele enalteceu a participação da juventude nas manifestações a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mencionou que um dos focos de sua campanha é a redução das abstenções.

“Olha o aposentado: 70% ganha um salário mínimo e ficaram quatro anos no governo Bolsonaro sem ganho real. Não é razoável realizar ajuste fiscal às custas de quem vive com R$ 1.621, muitas vezes sem casa própria, pessoas idosas. Temos alertado sobre isso”, ressaltou Alckmin. Ele também notou o movimento entre pessoas acima de 70 anos, para quem o voto é facultativo, se mobilizando para as eleições deste domingo. “Estamos conversando com as pessoas para que compareçam. Acredito que o comparecimento vai aumentar”, reforçou.