Política

Edinho Silva critica Flávio Bolsonaro sobre segurança pública

Contradições da campanha expostas pelo presidente do PT

Estadao Conteudo 19/10/2026
Edinho Silva critica Flávio Bolsonaro sobre segurança pública
Edinho Silva - Foto: Evandro Macedo / LIDE

O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira, 19, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não está apto para discutir segurança pública, destacando o que reputou como contradições do presidenciável.

"Uma das maiores contradições dessa campanha é o Flávio Bolsonaro falar de segurança pública. Ele apresenta um projeto de lei para ser votado que propõe a ausência de numeração nas munições. A pergunta que devemos nos fazer é: a quem interessa o não rastreamento das munições? Evidentemente, isso interessa a quem compra munição ilegalmente, a quem utiliza munições para prática de atividades ilegais," declarou o petista, durante debate com o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), na GloboNews.

Edinho também ressuscitou a estratégia utilizada por Lula no debate da Band na noite de domingo, 18, e mencionou outros casos associados a Flávio, como a condecoração que o senador dispensou ao miliciano Adriano da Nóbrega, quando ainda era deputado estadual, e sua atuação como advogado de um policial militar suspeito de ter disparado uma arma que resultou na morte de uma criança em Niterói (RJ) em 2021.

"Quem condecora miliciano não pode falar em segurança pública. Quem é contra a prisão do assassino de uma criança de cinco anos não pode debater segurança pública. E quem vota contra um projeto de lei que impede que policiais agressores de mulheres andem armados não tem legitimidade para discutir segurança pública ou a defesa dos direitos das mulheres," afirmou Edinho.

Rogério Marinho, por sua vez, rebateu afirmando que Flávio não é o autor do projeto que sugere a retirada da identificação das munições adquiridas por órgãos de segurança pública. Tal iniciativa foi apresentada pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019, aprovada pela Câmara dos Deputados no mesmo ano, e está atualmente em tramitação no Senado.

"A única contribuição de Flávio Bolsonaro foi ter defendido que o projeto como um todo, que contém mais de 40 itens, fosse votado. Portanto, foi apresentada a ideia de que ele teria sido o autor de um projeto que elimina a numeração do armamento, dificultando sua rastreabilidade. Contudo, existe uma diferença fundamental entre um detalhe em quase 40 artigos e a especificação de um único item," disse.