Política

Alckmin defende maioridade penal de 16 anos para crimes graves e rejeita 'anistia a poderosos'

Vice-presidente comenta sobre igualdade perante a lei e combate ao crime organizado.

Estadao Conteudo 15/10/2026
Alckmin defende maioridade penal de 16 anos para crimes graves e rejeita 'anistia a poderosos'
Geraldo Alckmin - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta quinta-feira, 15, a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes graves, como homicídio e latrocínio.

"Eu defendo 16 anos para crimes graves, latrocínio, homicídio, crimes contra a vida. Agora, o que não pode é querer reduzir pena para gente poderosa", disse em coletiva de imprensa antes de encontro com empresários em Salvador.

Alckmin afirmou que a igualdade perante a lei é um princípio republicano e declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não interfere politicamente para favorecer pessoas. "A lógica da República é que todos são iguais perante a lei", destacou.

Ao abordar o enfrentamento ao crime organizado, o vice-presidente defendeu o endurecimento das punições e destacou a estrutura de penitenciárias federais, ressaltando que quatro das cinco unidades existentes hoje foram construídas em governos de Lula.

"Nós vamos trabalhar muito no novo mandato e trabalhar contra o crime organizado", afirmou. Alckmin também mencionou a tramitação da PEC da Segurança Pública como um avanço no combate à criminalidade.

Por fim, ele citou o caso Banco Master para defender a atuação do governo federal, atribuindo ao governo Lula o fechamento da instituição e a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

"É bom lembrar que o Banco Master nasceu no governo Bolsonaro, cresceu no governo Bolsonaro. Quem fechou o banco e prendeu o banqueiro foi o governo do presidente Lula. Nós temos espírito republicano. A lei é para todos. Essa é uma segurança para a sociedade", completou.