Política

'Vorcaro comprou Alexandre de Moraes e no pacote veio Lula, e também comprou Flávio', diz Caiado

Candidato critica polarização e planos para o STF

Estadao Conteudo 19/09/2026
'Vorcaro comprou Alexandre de Moraes e no pacote veio Lula, e também comprou Flávio', diz Caiado
Ronaldo Caiado - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, neste sábado, 19, que o banqueiro Daniel Vorcaro comprou "os dois lados" da polarização política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao SBT, Caiado voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que indicará quatro mulheres à Corte caso eleito.

"O STF não devia ter virado assunto de uma eleição à presidência porque é uma Corte da qual se esperava um comportamento de decoro e da liturgia do cargo de ministro", afirmou.

O ex-governador de Goiás declarou que Lula e Flávio, que lideram as pesquisas, não têm "autoridade moral" para ocupar a cadeira da Presidência.

"O importante é saber: quem teria autoridade moral para sentar na cadeira da Presidência? O Lula tem uma ala, o Flávio Bolsonaro tem outra. O Vorcaro comprou as duas. O Vorcaro comprou o Alexandre de Moraes e no pacote veio o Lula. De cá, ele comprou o Flávio", disse.

"Essa segmentação e ruptura do STF precisa de um presidente da república que não esteja envolvido", completou.

Caiado foi questionado sobre a ausência de propostas para o STF em seu plano de governo. O candidato mencionou que indicaria quatro mulheres ao cargo e citou a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, indicada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB).

"O perfil da Raquel Dodge: ela seria o perfil que eu indicaria como ministra. Você se lembra do inquérito das fake news que ela fez parecer contrário e mandou arquivar. E o STF desrespeitou esse parecer e implantou o inquérito, que durou anos como forma de poder, agredir e ameaçar as pessoas no Brasil", comentou.

Caiado acrescentou que só indicaria ministros com mais de 60 anos de idade e imporia quarentena para advogar, dar pareceres e disputar cargos eletivos caso o indicado se aposentasse ou deixasse a Corte.